Publicado 26/03/2026 11:39

AMP.- Starmer confirma que o Reino Unido interceptará navios da "frota fantasma" russa

Archivo - Arquivo - O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em uma foto de arquivo.
Jonathan Brady/PA Wire/dpa - Arquivo

MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, confirmou nesta quarta-feira que o Reino Unido dará o passo de interceptar navios pertencentes à chamada “frota fantasma” russa, com os quais Moscou tenta contornar as sanções econômicas impostas pela guerra na Ucrânia.

“Estamos prontos para realizar interceptações unilaterais nos momentos e locais que escolhermos. As Forças Armadas britânicas agora podem abordar navios sancionados que passem por nossas águas”, afirmou Starmer no âmbito da reunião dos líderes da Força Expedicionária Conjunta (JEF, na sigla em inglês), a aliança de defesa centrada na região do Báltico.

No encontro em Helsinque, o primeiro-ministro britânico indicou que é preciso conter os mais de 500 navios sancionados, em coordenação com seus parceiros. “Finlândia, Suécia e Estônia agiram para interceptá-los e impedir seu avanço. A Holanda, é claro, também está intensificando suas ações nesse sentido. Nossa Marinha Real apoiou operações de interdição realizadas pelos Estados Unidos e pela França”, indicou ele, em sua análise das ações contra a ‘frota fantasma’ e sobre “o que mais pode ser feito a esse respeito”.

Segundo ele denunciou, esses navios “velhos e deteriorados” transportam 75% do petróleo russo, “estão ajudando a financiar a guerra do presidente Vladimir Putin e representam um risco inaceitável para a segurança”. “Putin está esfregando as mãos com a guerra no Golfo e o aumento dos preços do petróleo”, assinalou, pedindo que se intensifiquem as ações contra essa frota.

Essa medida visa igualmente mudar a “narrativa” sobre a guerra na Ucrânia, após indicar que, quatro anos depois, “a Ucrânia permanece firme” e recuperou território nas últimas semanas, impondo um “custo terrível aos invasores”. “Aconteça o que acontecer com o que Putin diga a si mesmo após quatro anos, a verdade é que a Rússia não está vencendo”, sublinhou.

Ao mesmo tempo, Starmer destacou o compromisso do Reino Unido em aumentar os gastos com defesa. “Temos compromissos para ir além, e os manteremos”, afirmou, para ressaltar que a guerra tem “duas frentes”, em referência à situação na Ucrânia e no Irã.

Segundo ele disse perante os demais líderes do norte da Europa, a ameaça da Rússia “não desapareceu”, mas “cresceu”. “Todos conhecemos muito bem o impacto dessa ameaça em nossa segurança, em nossas economias e no custo de vida das famílias em cada um de nossos países. Por isso, é correto que continuemos focados, como sempre, na segurança euro-atlântica, na Ucrânia e em como unir esses dois aspectos", afirmou.

ZELENSKI APLAUDE A DECISÃO DO REINO UNIDO

A medida do Reino Unido foi automaticamente aplaudida em Kiev, onde o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, comemorou o fato de Londres “endurecer” o controle sobre a frota que a Rússia utiliza para contornar as sanções.

“Permitir que as autoridades britânicas façam cumprir a lei, detendo e inspecionando navios sancionados, é uma medida oportuna, especialmente agora, quando a pressão global sobre a Rússia está diminuindo discretamente”, destacou.

Nesse sentido, ele ressaltou que “não é segredo” que a Rússia canaliza receitas “ilegais” do petróleo para sua máquina de guerra. Por isso, comemorou que “tudo o que interrompa esse fluxo” aproxima a paz da Ucrânia e “torna a Europa mais segura”.

“Os petroleiros sancionados devem ser detidos e seu petróleo apreendido”, solicitou, após avaliar que os países da JEF se abram para “inspecionar conjuntamente esses navios”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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