MADRID 10 jul. (EUROPA PRESS) -
O Ministério do Interior da Síria informou nesta quinta-feira a prisão de toda a “célula terrorista”, ligada ao Estado Islâmico, responsável pelas duas explosões ocorridas na terça-feira em Damasco, que mataram uma pessoa e deixaram 35 feridos, bem perto do hotel onde se hospedava o presidente da França, Emmanuel Macron, em visita oficial.
As autoridades destacaram que as prisões fizeram parte de “uma operação complexa” na qual participaram as forças de segurança e o serviço de inteligência. “Desmantelaram com sucesso a célula terrorista responsável pelos recentes atentados em Damasco”, informou o ministério em suas redes sociais.
O Ministério do Interior explicou que as prisões, cujo número não foi especificado, foram realizadas graças a “uma série de batidas simultâneas” em Damasco e arredores, incluindo Qatifa, Sayyida Zeinab, Qudsaya e Ash al Warwar.
“Estão sendo conduzidas investigações com os detidos para esclarecer todos os detalhes da conspiração terrorista e as conexões da célula, com o objetivo de revelar suas identidades e funções ao público”, acrescentou o Ministério.
Por enquanto, as “investigações preliminares” sobre esse grupo indicariam que “ele está afiliado ao (a organização terrorista) Estado Islâmico”, conforme declarou pouco depois à emissora síria Al Ijbariya o chefe de segurança interna da zona rural de Damasco, o brigadeiro-general Ahmed al Dalati.
Na esteira dessa descoberta, resultado das prisões realizadas em “uma operação simultânea em várias áreas de Damasco e arredores”, Al Dalati ressaltou que os serviços de segurança do Ministério do Interior sírio agirão “com mão pesada contra qualquer um que tente desestabilizar o país e obstruir o processo de desenvolvimento”.
“Os agentes do Ministério do Interior e da Direção-Geral de Inteligência estão plenamente preparados para enfrentar qualquer pessoa que tente sabotar a nação e atacar seus cidadãos”, acrescentou.
O governo sírio confirmou nesta quarta-feira um morto e mais de 35 feridos em decorrência dessas duas explosões registradas na terça-feira em Damasco e nas proximidades do Ministério do Turismo, nas imediações do qual fica o hotel onde Macron se hospedou.
Um dos artefatos estava colocado dentro de um veículo estacionado na área, enquanto o outro estava dentro de uma lixeira. No entanto, os locais onde ocorreram as explosões estavam “fora do perímetro de segurança” estabelecido para a visita de Macron, que foi o primeiro chefe de Estado da UE a viajar para a Síria desde a queda de Bashar al Assad, em dezembro de 2024.
Antes do incidente, Macron se reuniu com o presidente de transição sírio, Ahmed al Shara, sem que sua agenda sofresse alterações.
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