Publicado 16/03/2026 13:56

AMP.- Sheinbaum minimiza as divergências com Trump e afirma que a prioridade é manter boas relações com os EUA

12 de março de 2026, Cidade do México, Cdmx, México: A presidente do México, Claudia Sheinbaum Pardo, fala sobre o Plano B para a reforma eleitoral durante uma coletiva de imprensa no Palácio Nacional, em 12 de março de 2026, na Cidade do México, México.
Europa Press/Contacto/Luis Barron

MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira que, embora busquem “um bom relacionamento com os Estados Unidos”, sempre deixarão clara sua discordância, sobretudo quando a soberania e a integridade do país forem postas em causa, enquanto aguardam a marcação de um encontro com seu homólogo norte-americano, Donald Trump.

“Há momentos de desacordo, sobretudo quando se trata de nossa soberania, pois temos que responder, mas buscamos sempre um bom relacionamento com os Estados Unidos e o temos na área de segurança, o temos no comércio”, disse Sheinbaum em sua habitual coletiva de imprensa matinal.

Nesse sentido, ela minimizou o fato de ainda não ter se reunido com o presidente Trump e enfatizou que a “prioridade” está em “manter um bom relacionamento com o governo dos Estados Unidos”, independentemente das reuniões que possam ocorrer entre os dois líderes.

“Vamos continuar buscando sempre um bom relacionamento com os Estados Unidos, dentro do quadro de nossos princípios”, os quais, enumerou Sheinbaum, são o “respeito à soberania e à integridade territorial, responsabilidade compartilhada e diferenciada, respeito e confiança mútua e cooperação sem subordinação”.

Da mesma forma, ela ignorou as referências de Trump ao crime organizado no México e ao seu modelo de segurança, sinalizando que não lhe cabe avaliar suas palavras. “No México, quem governa é o povo do México. Quem nos elegeu foi o povo e respondemos ao povo do México”, concluiu.

Sheinbaum se pronunciou dessa forma depois de ser questionada sobre as últimas ameaças que o presidente Donald Trump lançou contra Cuba, à medida que cresce a incerteza sobre algum tipo de intervenção na ilha, como já ocorreu na Venezuela no início do ano e, mais recentemente, no Irã.

A mandatária mexicana voltou a defender o direito dos povos à sua própria autodeterminação, sem interferências externas. “Cabe aos cubanos definir seu governo e haverá coisas com as quais concordaremos, haverá coisas com as quais não, mas seu povo não deve sofrer, nunca”, enfatizou.

Nesse sentido, ela ressaltou que a posição do México contra o bloqueio que sufoca a ilha há quase sete décadas sempre foi constante e lembrou que esse tipo de restrição não prejudica o governo, mas sim os povos.

SHEINBAUM APOIA O APELO DE SOLIDARIEDADE DE LÓPEZ OBRADOR A presidente mexicana também se referiu à controvérsia que suscitou em alguns setores a proposta de seu antecessor, Andrés Manuel López Obrador, de colaborar com o povo cubano por meio de doações financeiras, para as quais ele publicou um número de conta em suas redes sociais.

López Obrador quebrou seu silêncio nas redes sociais neste fim de semana para incentivar os mexicanos a contribuírem “com o que puderem” em uma conta bancária que servirá para a compra de “alimentos, medicamentos, petróleo e gasolina” para Cuba, país para o qual o México já enviou cerca de duas toneladas de produtos de primeira necessidade.

Depois que a oposição tentou semear dúvidas sobre essa iniciativa, a líder mexicana destacou que todas as contas bancárias, assim como essa, estão sujeitas à regulamentação. “Não é algo que será excluído das regras dos depósitos. Tudo é sempre fiscalizado”, afirmou a presidente mexicana. Sheinbaum explicou que se trata de um apelo solidário, ao qual também aderiram outras personalidades do país, entre elas o ex-presidente mexicano.

López Obrador recorreu, neste domingo, às suas redes sociais para divulgar uma iniciativa solidária lançada por um grupo da sociedade civil chamado Humanidade com a América Latina — “criado por cidadãos, escritores e jornalistas” — para enviar produtos de primeira necessidade a Cuba.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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