Publicado 03/11/2026 23:09

AMP. – O Senado aprova, sem oposição, a emenda constitucional que amplia o papel do governo na área de segurança

Lula comemora a notícia e busca agora constituir o novo Ministério da Segurança Pública

Archivo - Arquivo - 16 de janeiro de 2026, Brasília, Distrito Federal, Brasil: Brasília (DF), 15/01/2026 — Política/Bolsonaro/Apoiadores/DF — Apoiadores do ex-presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, se reuniram em frente a
Frederico Brasil / Zuma Press / Europa Press

MADRID, 4 nov. (EUROPA PRESS) -

O Senado do Brasil aprovou nesta terça-feira, sem nenhum voto contra, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de Segurança Pública que reorganiza as forças de segurança, conferindo maior peso ao Governo federal nessa área, e retirando da votação a possibilidade de reduzir a idade de responsabilidade penal, atualmente fixada em 18 anos.

A proposta, cuja aprovação foi anunciada pela própria Câmara nas redes sociais, cria um Sistema Unificado de Segurança Pública (SUSP) e um regime penitenciário mais rigoroso para líderes e membros das chamadas “facções” —organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) ou o Comando Vermelho—, organizações paramilitares e milícias.

Dessa forma, com 73 votos a favor na primeira votação e 75 na segunda, e sem oposição de nenhum senador, o plenário deu sinal verde, segundo a agência de notícias Brasil, a uma PEC que precisava de apenas 49 votos para ser aprovada e da qual resta apenas a promulgação oficial pelo Congresso, já contando com o “sim” prévio da Câmara dos Deputados.

Entre as principais novidades, destaca-se a constituição do SUSP, um novo esquema organizacional que estabelece legalmente que a segurança deve ser exercida “em um marco de cooperação federativa” e “por meio da ação integrada e descentralizada” das diferentes instituições que atuam na área.

“Os órgãos de segurança pública se coordenarão em um regime de cooperação federal, por meio do Sistema Unificado de Segurança Pública, concebido para garantir a eficácia da prevenção, do julgamento e da execução penal”, reza a PEC.

Além disso, a emenda inclui a possibilidade de criar corpos policiais municipais de caráter civil e sujeitos ao controle externo do Ministério Público, que teriam a responsabilidade de realizar um trabalho policial visível e comunitário nas cidades sob sua jurisdição. Da mesma forma, amplia as responsabilidades da Polícia Federal Rodoviária, prevê a criação de forças policiais municipais e aumenta a dotação do orçamento público para a segurança pública.

LULA BUSCA CRIAR AGORA O MINISTÉRIO DA SEGURANÇA

Logo após a aprovação, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, comemorou a notícia em uma publicação nas redes sociais, na qual destacou que, após a aprovação da emenda, procederá à criação do Ministério da Segurança Pública, conforme já havia anunciado em maio, quando o projeto já contava com o apoio da Câmara dos Deputados.

O ministério, para cuja liderança ainda não foi indicado nenhum candidato, estará “focado em inteligência, planejamento e cooperação com os estados e municípios para combater as facções e as milícias”.

“O povo brasileiro tem direito de trabalhar, voltar para casa e viver em paz. Garantir esse direito é um compromisso do Governo do Brasil”, reiterou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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