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MADRID 24 ago. (EUROPA PRESS) -
No domingo, os governos da Rússia e da Ucrânia tornaram efetiva a libertação de 146 prisioneiros de guerra militares ucranianos entregues por Moscou em troca de vários militares russos.
"Em 24 de agosto, 146 militares russos retornaram do território controlado pelo regime de Kiev. Em troca, 146 prisioneiros de guerra das Forças Armadas ucranianas foram entregues", disse o Ministério da Defesa russo em uma mensagem publicada em sua conta no Telegram.
Os militares russos "receberão tratamento e reabilitação nas instituições médicas do Ministério da Defesa da Rússia". Os militares russos já estão no território de Belarus e estão recebendo "cuidados psicológicos e médicos necessários".
Além disso, oito "cidadãos russos que vivem na região de Kursk", que haviam sido "detidos ilegalmente pelo regime de Kiev", retornaram e voltarão para suas casas. Esses cidadãos russos teriam sido detidos quando a Ucrânia ocupou por meses uma parte significativa do território da província russa de Kursk em uma manobra tática para tentar impedir a ofensiva russa na região ucraniana de Donbas.
Moscou mencionou a cooperação dos Emirados Árabes Unidos por meio de sua mediação "humanitária" para facilitar o retorno dos militares russos capturados pelas forças ucranianas.
Mais tarde, Kiev confirmou a troca em uma mensagem postada no Telegram pelo presidente Volodymyr Zelensky. "As trocas continuam", disse ele, antes de também agradecer aos Emirados Árabes Unidos por sua mediação.
Zelenski explicou que se trata de militares das Forças Armadas, da Guarda Nacional, do Serviço de Fronteiras do Estado e de civis, "a maioria deles em cativeiro desde 2022". Além disso, o jornalista Dimitro Jiliuk, "sequestrado na região de Kiev em março de 2022", foi libertado.
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