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Witkoff ressalta que “ainda há muito trabalho a ser feito”, mas antecipa que “avanços provisórios são esperados nas próximas semanas”. MADRID 5 fev. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Rússia e da Ucrânia procederam nesta quinta-feira à troca de mais de 300 prisioneiros de guerra, na sequência de um acordo alcançado no âmbito das conversações trilaterais — com a participação dos Estados Unidos — que decorreram durante dois dias na capital dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Abu Dabi, horas depois de o enviado de Washington, Steve Witkoff, ter anunciado um acordo nesse sentido.
O Ministério da Defesa russo indicou que “em 5 de fevereiro, 157 militares russos retornaram do território controlado pelo regime de Kiev”. “Em troca, 157 prisioneiros de guerra das Forças Armadas da Ucrânia foram entregues”, afirmou, antes de acrescentar que três cidadãos russos “detidos ilegalmente” pelas autoridades do país vizinho também foram libertados pela Ucrânia.
Assim, salientou que “o pessoal militar russo está agora localizado na Bielorrússia, onde recebe os cuidados psicológicos e médicos necessários”. “Todo o pessoal militar russo será transportado para a Federação Russa para receber tratamento e reabilitação em instalações médicas do Ministério da Defesa”, acrescentou, segundo a agência de notícias russa Interfax.
O ministro destacou o papel mediador dos Emirados e dos Estados Unidos neste acordo, sem que as autoridades ucranianas se tenham pronunciado até ao momento sobre esta troca, anunciada por Witkoff após o que descreveu como conversações "detalhadas e produtivas" em Abu Dhabi.
“As delegações dos Estados Unidos, Ucrânia e Rússia concordaram hoje em trocar 314 prisioneiros, a primeira troca desse tipo em cinco meses”, disse Witkoff em uma mensagem publicada em suas redes sociais, antes de destacar que “esse resultado foi alcançado por meio de conversas de paz detalhadas e produtivas”.
“Embora ainda haja muito trabalho a ser feito, medidas como essa mostram que a colaboração diplomática contínua está dando resultados tangíveis e impulsionando os esforços para acabar com a guerra na Ucrânia”, explicou o enviado dos Estados Unidos, que garantiu que “as conversas continuarão” e que “avanços provisórios são esperados nas próximas semanas”. Por fim, agradeceu aos Emirados Árabes Unidos por “sediar essas conversações” e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por “sua liderança ao tornar este acordo possível”.
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