Publicado 06/03/2026 11:56

AMP.- Rússia e Ucrânia realizam nova troca de prisioneiros de 600 militares capturados durante a guerra

Archivo - Arquivo - Militares da Rússia (arquivo)
MINISTERIO DE DEFENSA DE RUSIA - Arquivo

MADRID 6 mar. (EUROPA PRESS) - As autoridades da Rússia e da Ucrânia realizaram nesta sexta-feira uma nova troca de 600 militares — 300 de cada lado — capturados no âmbito da guerra desencadeada em fevereiro de 2022 pela ordem de invasão assinada pelo presidente russo, Vladimir Putin.

O Ministério da Defesa russo afirmou que “300 militares russos regressaram do território controlado pelo regime de Kiev”, antes de especificar que “300 prisioneiros de guerra ucranianos foram entregues em troca”.

Assim, detalhou que os soldados russos libertados se encontram neste momento na Bielorrússia, “onde estão recebendo os cuidados médicos e psicológicos necessários”. “Todos os militares russos serão transferidos para a Rússia para receber tratamento e reabilitação”, acrescentou.

“Os Emirados Árabes Unidos (EAU) e os Estados Unidos prestaram assistência humanitária durante o retorno dos militares russos do cativeiro”, afirmou, em referência aos esforços de mediação desses países para levar adiante esse tipo de intercâmbio.

Pelo lado ucraniano, o presidente Volodimir Zelenski confirmou que 300 soldados ucranianos estão voltando para casa, em virtude do acordo alcançado com Moscou, aos quais se somam dois civis.

Entre os prisioneiros libertados estão membros das Forças Armadas, da Polícia Nacional e da Guarda de Fronteiras, indicou o presidente, que destacou o seu papel na defesa da Ucrânia em diferentes frentes, como Mariupol, Kherson, Zaporizhia, Kharkiv, Donetsk ou Luhansk. “Muitos deles estavam em cativeiro há mais de um ano, alguns desde 2022”, ressaltou. Zelenski agradeceu a dedicação de seus militares, ao mesmo tempo em que destacou a conquista alcançada pela equipe de negociação ucraniana e agradeceu a Washington por sua mediação. “É importante que os acordos tenham funcionado. Recordamos a todos e devemos trazer todo o nosso povo de volta para casa”, salientou numa mensagem nas redes sociais.

Este acordo se soma ao alcançado na última quinta-feira, quando outros 400 prisioneiros de guerra — 200 de cada lado — foram trocados, como parte dos pactos firmados durante as últimas conversações realizadas na cidade suíça de Genebra, com o objetivo de avançar em direção a um possível acordo de paz. EUA VALORIZAM OS “RESULTADOS SIGNIFICATIVOS” DE SUA MEDIAÇÃO

“A Ucrânia e a Rússia realizaram outra troca de prisioneiros, com o retorno de 1.000 pessoas após os acordos alcançados durante as recentes negociações trilaterais em Genebra com os Estados Unidos”, comemorou, por sua vez, o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, que atribuiu essa conquista às “conversas de paz contínuas e detalhadas” sob a liderança do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Witkoff citou esse acordo como exemplo dos “resultados significativos” alcançados paralelamente às negociações para “formular um acordo de paz que ponha fim à guerra de uma vez por todas”. “As conversações continuam em andamento e novos avanços são esperados nas próximas semanas”, argumentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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