Publicado 25/03/2025 12:51

AMP: Rússia e Ucrânia concordam com os EUA sobre "navegação segura" no Mar Negro

O governo ucraniano avisa que responderá a possíveis ameaças à segurança

Washington se oferece para ampliar o acesso de produtos russos a mercados e portos internacionais

RIYADH, 24 de março de 2025 -- Esta foto tirada em 24 de março de 2025 mostra o hotel onde as delegações dos EUA e da Rússia iniciaram uma nova rodada de negociações em Riad, na Arábia Saudita. As delegações dos Estados Unidos e da Rússia iniciaram uma no
Europa Press/Contacto/Wang Dongzhen

O governo ucraniano avisa que responderá a possíveis ameaças à segurança

Washington se oferece para ampliar o acesso de produtos russos a mercados e portos internacionais

MADRID, 25 mar. (EUROPA PRESS) -

Os governos da Ucrânia e da Rússia concordaram em tomar medidas para alcançar uma "navegação segura" no Mar Negro e "eliminar o uso da força", anunciou o governo dos Estados Unidos nesta terça-feira em um resumo dos contatos com ambas as partes na Arábia Saudita.

Para o presidente dos EUA, Donald Trump, é "imperativo" que "as mortes em ambos os lados do conflito Rússia-Ucrânia" parem, "um passo necessário" para avançar em direção a uma resolução "duradoura" do conflito, de acordo com declarações divulgadas na terça-feira pela Casa Branca.

Washington quer "continuar a facilitar as negociações" e concorda com os lados russo e ucraniano sobre a necessidade de manter contatos para chegar a acordos concretos, embora até agora nem Moscou nem Kiev tenham se comprometido com nada além de continuar sentados à mesa de negociações.

Uma das metas de curto prazo seria restaurar o acordo para facilitar a exportação de grãos pelo Mar Negro e, nessa área, a Rússia e a Ucrânia parecem concordar em "eliminar o uso da força" e "impedir o uso de embarcações comerciais para fins militares", de acordo com a versão oficial dos EUA.

O ministro da Defesa ucraniano, Rustem Umerov, confirmou em uma declaração que "todas as partes" concordam com essa "navegação segura", embora ele quisesse "enfatizar" que não se trata de um cheque em branco e que Kiev observará possíveis movimentos de navios russos no leste do Mar Negro, pois isso seria "uma violação do espírito do acordo".

Nesse sentido, advertiu que a Ucrânia se reserva o direito à autodefesa se perceber uma ameaça à sua segurança nacional, ao mesmo tempo em que esclareceu que será necessário continuar com as "consultas técnicas" e "o mais rápido possível" para avançar nessa e em outras questões. "Ninguém quer uma paz justa mais do que os ucranianos", disse ele.

A Rússia e a Ucrânia, de acordo com os EUA, também querem "desenvolver medidas" para implementar uma proibição de ataques à infraestrutura de energia em ambos os lados da fronteira. As autoridades russas e ucranianas se acusaram mutuamente nos últimos dias de bombardeios recorrentes contra esses alvos.

QUID PRO QUO

A delegação ucraniana também solicitou, durante os contatos, a continuação das trocas de prisioneiros de guerra e o retorno de crianças transferidas "à força" para a Rússia, conforme indicado pela administração dos EUA e posteriormente enfatizado por Umerov.

Por outro lado, o governo Trump se comprometeu, no âmbito desse degelo, a "ajudar" a Rússia a "restaurar" seu acesso ao mercado global de produtos agrícolas e fertilizantes e a facilitar tanto a entrada dessas mercadorias nos portos quanto os sistemas para garantir o pagamento das transações, em uma aparente concessão após anos de sanções derivadas justamente da invasão da Ucrânia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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