Europa Press/Contacto/Kremlin Pool/Russian Governm
MADRID, 29 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas anunciaram que não enviarão equipamento militar para o desfile que será realizado neste dia 9 de maio na Praça Vermelha de Moscou para comemorar a vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, citando a “situação operacional atual” na Ucrânia, palco de uma invasão por parte da Rússia desde fevereiro de 2022.
“Em 9 de maio de 2026, será realizada uma parada militar na Praça Vermelha de Moscou para comemorar o 81º aniversário da Vitória na Grande Guerra Patriótica”, afirmou o Ministério da Defesa russo, acrescentando que “militares de instituições de ensino superior militar de todos os ramos das Forças Armadas participarão do desfile como parte de uma coluna a pé”.
No entanto, destacou em seu comunicado, publicado nas redes sociais, que “devido à atual situação operacional, alunos das escolas militares Sovorov e Najimov, cadetes e uma coluna de equipamento militar não participarão”, sem fornecer mais detalhes ou explicações sobre essa decisão.
Por outro lado, destacou que “a transmissão do desfile mostrará o trabalho do pessoal militar de todos os ramos e serviços das Forças Armadas que realizam missões na zona da operação militar especial”, nome oficial que Moscou dá à invasão da Ucrânia, desencadeada em 24 de fevereiro de 2022 por ordem do presidente russo, Vladimir Putin.
Entre essas pessoas estão “aqueles que estão em serviço de combate” e “pessoal dos postos de comando das Forças de Mísseis Estratégicos, das Forças Aeroespaciais e em navios da Marinha”, ao mesmo tempo em que confirmou que “aviões das equipes de acrobacias aéreas russas sobrevoarão a Praça Vermelha, enquanto pilotos de Su-25 pintarão os céus de Moscou com as cores da bandeira russa”.
Em seguida, o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, indicou que “diante da ameaça terrorista existente, estão sendo adotadas todas as medidas possíveis para minimizar o perigo”. “O desfile ocorrerá, mas não nos esqueçamos de que no ano passado foi um evento em grande escala, como deve ser em uma data significativa”, destacou, referindo-se ao fato de ter sido o 80º aniversário da derrota da Alemanha nazista.
“Esta data não é um aniversário, portanto o desfile ocorrerá, mas em formato reduzido”, afirmou Peskov, que insistiu que “o regime de Kiev, que está perdendo terreno diariamente no campo de batalha, se dedicou totalmente às atividades terroristas”, conforme noticiado pela agência de notícias russa Interfax.
Durante as comemorações do ano passado, nas quais estiveram presentes dezenas de líderes mundiais — entre eles o presidente da China, Xi Jinping —, o Exército russo exibiu no desfile diversos tanques de guerra e drones, em um evento de grande simbolismo para a Rússia e para Putin, que traçou paralelos entre a Segunda Guerra Mundial e a ofensiva contra a Ucrânia.
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