Peskov afirma que a Rússia minimizará os riscos e zelará pelos seus interesses “sempre que possível” MADRID 5 mar. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin garantiu nesta quinta-feira que a Rússia não recebeu “nenhuma solicitação” do Irã para receber ajuda diante da ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático, em meio a negociações indiretas entre Washington e Teerã para tentar chegar a um novo acordo sobre o programa nuclear iraniano.
“Neste caso, não há pedidos por parte do Irã”, disse o porta-voz da Presidência russa, Dimitri Peskov, após ser questionado sobre um possível pedido de ajuda iraniana, inclusive sobre o fornecimento de armas, segundo informou a agência de notícias russa Interfax. “Nossa posição consistente é conhecida por todos. Não houve mudanças", concluiu, sem dar mais detalhes. Por outro lado, Peskov lamentou que cada vez mais países estejam se juntando a esta guerra e alertou novamente sobre as consequências negativas que isso terá para a região. Ele também ressaltou que somente aqueles que a iniciaram podem detê-la. “Esta guerra não é nossa”, afirmou. “Desde o início, declaramos nossa posição de que qualquer guerra pode desestabilizar a região. E é exatamente isso que estamos vendo”, disse o porta-voz do Kremlin em declarações à televisão estatal russa.
Peskov indicou que a Rússia não é capaz de parar uma guerra que não começou e instou aqueles que a iniciaram a detê-la. Enquanto isso, seu país, explicou ele, tentará minimizar os riscos e zelará por seus próprios interesses “sempre que possível” e “não importa o quão cínico isso possa soar”.
A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel deixou até o momento mais de mil mortos no Irã, segundo as autoridades. Entre os mortos estão o líder supremo iraniano, o aiatolá Alí Jamenei, e vários ministros e altos funcionários do Exército do Irã, que respondeu lançando mísseis e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio.
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