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O governo russo volta a acusar Kiev pelo bombardeio e convida a imprensa internacional a visitar o local do incidente
MADRID, 23 maio (EUROPA PRESS) -
A Rússia elevou para onze o número de mortos pelo ataque de um drone ucraniano contra uma residência estudantil na região de Lugansk, sob autoridade russa; um bombardeio que desencadeou uma ofensiva diplomática de Moscou para que a Ucrânia preste contas perante a comunidade internacional, apesar de Kiev ter negado qualquer envolvimento no ocorrido.
O Ministério de Situações de Emergência da Rússia informou ainda que 38 pessoas ficaram feridas no ataque em Starobilsk, onde pelo menos onze estudantes continuam desaparecidos, de acordo também com um balanço apresentado pelo governador russo de Lugansk, Leonid Pasechnik.
Pasechnik divulgou os nomes das vítimas fatais em suas redes sociais: oito homens e três mulheres com idades entre 19 e 22 anos.
O presidente russo, Vladimir Putin, denunciou o ocorrido como um “ataque terrorista”, enquanto a Ucrânia, por meio de seu Estado-Maior, garantiu que não tem nada a ver com o fato e que o ataque tinha como alvo uma unidade antidrones da Rússia.
O governo russo não está disposto a deixar o assunto passar em branco e, após convocar na sexta-feira uma reunião no Conselho de Segurança, ofereceu neste sábado à imprensa internacional a possibilidade de visitar o local do incidente, a Faculdade Profissional de Starobilsk da Universidade Pedagógica de Lugansk, para constatar o ocorrido em primeira mão, declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zajarova.
“A decisão foi tomada após as mentiras flagrantes divulgadas no Conselho de Segurança da ONU por ‘ocidentais’, especificamente pelo ‘desacreditado’ Representante Permanente da Letônia, que supostamente afirmavam que não houve ataques das Forças Armadas ucranianas contra a universidade de Starobilsk”, comentou a porta-voz.
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