Sergei Shakhidzhanyan / Zuma Press / Europa Press
São registrados quase 2.000 ataques com drones da Ucrânia
MADRID, 20 set. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Defesa russo informou que 1.951 ataques com drones e oito mísseis foram lançados pelas Forças Armadas ucranianas no domingo contra território controlado pela Rússia, o que representa o maior ataque desde o início da guerra, coincidindo com o terceiro e último dia das eleições legislativas russas, nas quais o partido “Rússia Unida” saiu vitorioso com mais de 57% dos votos.
O prefeito de Moscou, Serguéi Sobianin, denunciou que as forças ucranianas lançaram o “maior ataque com drones” contra a capital russa, com o claro objetivo de “perturbar” o dia eleitoral deste domingo, no qual os eleitores são chamados a renovar a Duma Estatal, a Câmara Baixa do Parlamento.
Sobianin estimou, à tarde, em 450 o número de veículos aéreos não tripulados que tinham como alvo a capital russa; alguns deles conseguiram atingir uma refinaria de petróleo, embora não tenham sido registradas vítimas, explicou ele.
Para o presidente do partido governista Rússia Unida, Dimitri Medvedev, a Rússia realizou “esforços titânicos e colossais” contra as eleições. No entanto, eles apenas conseguiram “unir os eleitores, unir nosso povo”. “Este é provavelmente o resultado mais importante dessas eleições”, destacou.
Por sua vez, o Ministério da Defesa russo garantiu que “a tentativa de ataque em massa contra Moscou fracassou e o inimigo não alcançou seus objetivos”.
No entanto, as autoridades russas confirmaram a morte de duas pessoas na região de Moscou e de mais duas na parte da região ucraniana de Kherson controlada pela Rússia.
Em Kherson, uma mesária identificada como Olga Zimianenko morreu e outra pessoa faleceu em um ataque com drone contra um ônibus, segundo informou a presidente da Comissão Eleitoral Central russa, Ela Pamfilova.
Além disso, houve um “incêndio criminoso” em um local de votação em Komi, também em Kherson, segundo Pamfilova, que destacou que o responsável já foi preso.
O governador da região de Moscou, Anderi Vorobiov, informou que 249 drones ucranianos foram abatidos em 17 distritos da região e confirmou a morte de duas pessoas, especificamente nos distritos de Orejovo-Zuyevski e Ramenski. Outras 20 pessoas ficaram feridas, 15 das quais precisaram ser atendidas em hospitais.
Tudo isso ocorreu em meio às eleições parlamentares que vêm sendo realizadas desde a última sexta-feira, as primeiras desde o início da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, com a novidade de que foram habilitados locais de votação nos territórios ucranianos sob controle militar russo.
VITÓRIA DO PARTIDO “RÚSSIA UNIDA”
O partido governista “Rússia Unida” venceu as eleições com 57,07% dos votos, segundo o resultado oficial divulgado pela Comissão Eleitoral Central russa, correspondente a 20,82% da apuração.
Atrás do partido do presidente Vladimir Putin está o Partido Comunista da Federação Russa, com 14,04% dos votos, conforme informou a presidente da Comissão Eleitoral Central, Ela Pamfilova. Em terceiro lugar está o Partido Democrático Liberal (9,31%), seguido pelo “Povo Novo” (7,93%) e pelo “Uma Rússia Justa” (5,14%).
Quanto à participação, ela foi de 56% até as 20h08, a mais alta desde o fim da União Soviética, apesar de ter sido marcada pelos ataques da Ucrânia, que causaram pelo menos quatro mortos.
A votação para essas eleições começou na sexta-feira, 18 de setembro, e se estendeu até este domingo. Metade dos 450 deputados da Duma é eleita por meio de listas partidárias e o restante, em circunscrições eleitorais de eleição direta. A legislação russa estabelece um mínimo de 5% para obter representação.
A Comissão Eleitoral Central da Rússia informou que, até as 13h37 deste domingo, 50,46% dos eleitores já haviam exercido seu direito de voto. Considera-se certa uma nova vitória do partido governista Rússia Unida, que atualmente controla 315 das 450 cadeiras que compõem a Câmara.
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