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MADRID 14 out. (EUROPA PRESS) -
Um comboio humanitário das Nações Unidas foi bombardeado por drones e artilharia na região ucraniana de Kherson na terça-feira, de acordo com as autoridades locais e a própria ONU, que advertiu que tais ataques podem constituir crimes de guerra.
O bombardeio, que ocorreu na área de Bilozerka, não causou vítimas, mas causou sérios danos a dois dos quatro veículos que faziam parte do comboio. O governador de Kherson, Oleksandr Prokudin, postou uma foto de um caminhão em chamas com as iniciais do Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP) em suas redes sociais.
A bordo desses veículos havia "várias toneladas" de ajuda humanitária, acrescentou Prokudin em sua mensagem, classificando as forças armadas russas como "terroristas". Na verdade, de acordo com o governador, foi um ataque "deliberado" e não acidental a esses caminhões.
O coordenador humanitário da ONU para a Ucrânia, Matthias Schmale, condenou o ataque em um comunicado e enfatizou, assim como o governador, que os caminhões estavam "claramente marcados" como veículos da ONU. A bordo estavam trabalhadores do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Seu objetivo, disse Schmale, era levar ajuda "a uma comunidade que foi gravemente afetada pela guerra e não recebe assistência há meses". "Esses ataques são totalmente inaceitáveis. Os trabalhadores humanitários são protegidos pela lei internacional e nunca devem ser atacados", alertou o funcionário da ONU.
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