MADRID 23 mar. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin afirmou nesta segunda-feira que continua acompanhando de perto a guerra no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que comenta as “declarações contraditórias” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, no mesmo dia, sugeriu um acordo iminente com o Irã, garantindo ter mantido conversas “muito sólidas” com as autoridades iranianas e que adiou por cinco dias seu ultimato ao país asiático para atacar instalações energéticas caso Teerã não reabra o Estreito de Ormuz.
“Hoje ouviram-se muitas declarações diferentes, inclusive contraditórias”, assinalou o porta-voz da Presidência russa, Dimitri Peskov, em declarações recolhidas pela agência de notícias TASS, ao ser questionado se as palavras do inquilino da Casa Branca dão esperança para uma trégua no conflito desencadeado no passado dia 28 de fevereiro.
Nesse sentido, o porta-voz do Kremlin limitou-se a indicar que Moscou continua “acompanhando a situação de perto” e espera “uma rápida transição para uma solução pacífica”.
Horas antes, Peskov havia assinalado que, por parte do governo russo, “estamos transmitindo sinais relevantes à parte norte-americana” sobre o risco que representa atacar usinas nucleares no Irã, após o bombardeio ao centro de enriquecimento de urânio na província de Natanz e ao complexo nuclear de Bushehr, bem como o ultimato de Trump de atacar esse tipo de infraestrutura no país asiático.
Nesta mesma segunda-feira, o próprio presidente anunciou que adiou esse prazo por cinco dias, garantindo que há conversas em andamento com Teerã. Assim, ele revelou que Washington teve, nos últimos dois dias, “conversas muito boas e construtivas sobre uma resolução completa e total das hostilidades no Oriente Médio”, em uma mensagem que surge depois de, no sábado, ter avisado o Irã de que deveria reabrir o Estreito de Ormuz em 48 horas ou se exporia a bombardeios contra instalações energéticas.
A Rússia vem reivindicando uma saída diplomática para a crise no Irã e, nesta mesma segunda-feira, Peskov pediu um acordo “político e diplomático” para pôr fim à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel. Essa via “é a única forma de contribuir efetivamente para neutralizar uma situação catastróficamente tensa no Oriente Médio”, afirmou ele sobre a agressão militar contra o Irã, que resultou em uma guerra de alcance regional e afeta cerca de dez países do Golfo.
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