MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades turcas prenderam cerca de 200 pessoas em uma grande operação contra o Estado Islâmico após o ataque desta terça-feira nas proximidades do Consulado de Israel na cidade de Istambul, um incidente que resultou na prisão de dois dos três agressores, enquanto o terceiro morreu em um tiroteio com a polícia.
O ministro da Justiça, Akin Gurlek, anunciou em um comunicado nas redes sociais que o Ministério Público abriu um processo contra 273 suspeitos, dos quais 198 acabaram sendo colocados sob custódia policial.
A localização de todos eles foi possível graças a uma “operação simultânea” das respectivas promotorias em 34 províncias do país, incluindo Istambul, Hatay, Gaziantep, Antália, Izmir e Osmaniye, contra a organização terrorista Estado Islâmico.
As autoridades iniciaram esta operação após o “ataque armado perpetrado por três terroristas contra um posto policial” em Levent, considerado o distrito financeiro da cidade turca, que deixou dois policiais feridos que continuam internados no Hospital Sisli Hamidiye Etfal recebendo tratamento médico, indica a agência de notícias estatal Anadolu.
O ministro, que desejou uma “rápida” recuperação a esses agentes, garantiu que as operações contra o Estado Islâmico “continuarão com rigor”. “Sob a liderança do nosso presidente, Recep Tayyip Erdogan, em consonância com o objetivo de uma ‘Turquia livre do terrorismo’, nossa luta contra o terrorismo será mantida com determinação, dentro do marco dos princípios do Estado de Direito e com uma política de tolerância zero”, afirmou.
Segundo o ministro do Interior turco, Mustafa Ciftci, os agressores teriam chegado a Istambul em um carro alugado em Izmit e um deles tinha “vínculos com uma organização que instrumentaliza a religião”, embora ele não tenha citado nomes.
As autoridades de Israel haviam retirado alguns de seus diplomatas da Turquia alegando questões de segurança, o que se soma à deterioração de suas relações com o governo de Recep Tayyip Erdogan devido à sua ofensiva militar na Faixa de Gaza após os ataques do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) no início de outubro de 2023.
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