Publicado 11/04/2026 11:49

AMP.- O primeiro-ministro do Líbano adia sua visita aos EUA para resolver a crise interna e governamental

Centenas de pessoas marcham por Beirute em apoio ao Hezbollah, gritando "sionista" contra o primeiro-ministro Nawaf Salam

BEIRUTE, 9 de abril de 2026  -- Esta foto, tirada em 9 de abril de 2026, mostra edifícios danificados após os ataques aéreos israelenses ocorridos no dia anterior em Beirute, no Líbano. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, anunciou na quarta-feira qu
Europa Press/Contacto/Bilal Jawich

MADRID, 11 abr. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, anunciou o adiamento de sua visita aos Estados Unidos para lidar “in loco” com a atual crise governamental no país, decorrente de dois eventos intimamente ligados: a guerra no Irã e a intensificação da ofensiva israelense no sul do país.

“Tendo em vista as atuais condições internas e com o objetivo de cumprir plenamente meu dever de preservar a segurança dos libaneses e sua unidade, decidi adiar minha viagem às Nações Unidas e aos Estados Unidos para acompanhar o trabalho do governo a partir de Beirute”, indicou Salam.

A situação no Líbano voltou a um ponto crítico com a retomada dos combates entre as milícias do partido xiita Hezbollah e os bombardeios israelenses que, somente nesta última quarta-feira, mataram mais de 300 pessoas no Líbano, enquanto as forças terrestres avançavam em sua invasão do sul do país.

O Hezbollah recusou-se categoricamente a aceitar as propostas de desarmamento apresentadas pelo governo libanês e exigidas por Israel, e grande parte da população está do seu lado, como demonstrou uma importante manifestação que está ocorrendo neste sábado no centro da capital, Beirute.

Lá, centenas de pessoas com a emblemática bandeira amarela do Hezbollah expressaram sua repulsa à postura do governo e às conversas previstas para a próxima semana entre delegações libanesas e israelenses para tentar resolver a situação. O jornal “L'Orient le Jour” informa que a marcha também foi marcada por gritos contra o primeiro-ministro Salam, a quem acusaram de ser um “sionista”.

Diante da situação, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, realizou neste sábado uma reunião de emergência com sua cúpula de segurança, enquanto o Ministério do Interior libanês anunciou “medidas para manter a segurança e a ordem na cidade”.

A tensão chegou a tal ponto que o vice-presidente do Conselho Supremo do Líbano, Ali el Jatib, fez um apelo à calma, exortando os libaneses a não cederem às provocações e afirmando que “somos um único povo”.

Em um comunicado, o líder enfatizou “a necessidade de preservar a paz civil para frustrar as tentativas do inimigo de incitar divisões internas entre os libaneses” e fez um apelo para “evitar qualquer reação impulsiva e não se deixar levar por provocações destinadas a exacerbar a situação interna a serviço do inimigo israelense”.

Enquanto isso, Israel continua bombardeando o Líbano, apesar de a cessação dos bombardeios ter sido uma condição inapelável imposta pelo Irã para as conversas cruciais deste sábado com os Estados Unidos em Islamabad (Paquistão).

O Exército israelense confirmou que disparou, nas últimas 24 horas, contra mais de 200 alvos do Hezbollah no Líbano e anunciou que, uma vez que em nenhum momento aderiu ao cessar-fogo provisório entre o Irã e os EUA, “continuará atacando infraestruturas da organização terrorista Hezbollah e apoiando as operações das forças terrestres que atuam no sul do Líbano”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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