Publicado 14/05/2026 15:58

O presidente da Autoridade Palestina promete reformas e afirma que haverá eleições em novembro

Archivo - Arquivo - O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.
-/Kremlin/dpa - Arquivo

O Hamas pede que se “supere as divergências do passado” e um encontro com a Fatah para “acordar uma estratégia nacional”

MADRID, 14 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, prometeu nesta quinta-feira que exercerá maior pressão para garantir o cumprimento de uma série de reformas e garantiu que haverá eleições parlamentares no próximo mês de novembro para eleger a composição do novo Conselho Nacional Palestino — nome oficial do Parlamento.

Durante o que já é a 8ª conferência geral da Al Fatah, Abbas indicou, além disso, que também está preparado para a realização de eleições presidenciais enquanto são tomadas “as medidas necessárias para reforçar o processo democrático”. “Estamos nos preparando para as eleições de novembro, (...) começando pela elaboração de um projeto de Constituição, uma Lei dos Partidos Políticos e uma Lei das Eleições Gerais”, afirmou.

Esta conferência representa um “momento decisivo para rever nosso caminho e desenvolver uma visão abrangente e nacional para o futuro”, explicou Abbas, que destacou que o evento terá duração de três dias e permitirá a eleição do novo comitê central pela primeira vez em dez anos, diante dos contínuos desafios decorrentes da ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza.

“Queremos renovar nosso compromisso total de dar continuidade ao nosso trabalho e implementar todas as medidas e reformas que prometemos”, esclareceu ele antes de denunciar décadas de ocupação israelense nos territórios palestinos. “Este encontro confirma nossa determinação em continuar trabalhando pela via democrática”, disse ele.

Nesse sentido, ele destacou que espera que a conferência contribua para “garantir e proteger a ideia da criação de um Estado palestino na agenda mundial e assegurar a segurança da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) como entidade legítima de representação do povo palestino”.

COMPROMISSO COM O PROCESSO DEMOCRÁTICO

“Salientamos nosso firme compromisso com o processo democrático, o pluralismo político, a transferência pacífica do poder e a inclusão de todos os setores da sociedade palestina e de suas instituições sob o Estado de Direito”, esclareceu.

“Ao realizar esta conferência, reafirmamos nosso compromisso de garantir que nossas instituições nacionais sejam mais representativas e inclusivas, assegurando uma participação efetiva e sem precedentes para mulheres e jovens, e fortalecendo seu papel na construção de nosso futuro nacional”, enfatizou.

Nesse contexto, afirmou que a Faixa de Gaza é “parte integrante do Estado da Palestina e que qualquer acordo transitório deve ser temporário e não deve prejudicar a unidade do território palestino, a unidade de representação, a legitimidade nem seu sistema político e jurídico”.

Além disso, ele enfatizou que a unidade nacional “continua sendo a base sólida para enfrentar os desafios e superar a divisão” e destacou que a situação dos refugiados “continua sendo fundamental para a causa”. “Buscamos sua resolução por meio do retorno e da indenização, em conformidade com as resoluções de legitimidade internacional”, afirmou.

Por outro lado, rejeitou “qualquer tentativa de minar as ações da Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA)” e solicitou apoio para defendê-la. Por sua vez, enviou uma mensagem ao povo israelense: “a expansão dos assentamentos, o extremismo, o aprofundamento da ocupação e a negação dos direitos legítimos do nosso povo não trarão paz nem segurança”.

“Continuamos estendendo a mão para alcançar a paz almejada na terra da paz. O Estado da Palestina reafirma sua posição firme baseada no respeito à soberania, segurança e estabilidade dos Estados, na não ingerência em seus assuntos internos e na rejeição à ingerência nos nossos”, concluiu.

Tanto Abbas quanto a Autoridade Palestina estão sob pressão contínua dos Estados Unidos e da União Europeia, entre outros, para implementar uma série de reformas e realizar eleições em meio a acusações de corrupção e impasse político.

REAÇÃO DO HAMÁS

A partir da Faixa de Gaza, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamás) instou a Al Fatah a realizar uma reunião entre as duas partes para “superar as diferenças do passado” e “acordar uma estratégia nacional unificada para esta etapa crucial”.

“Chegou o momento de superar as diferenças do passado e construir uma aliança nacional e um movimento político e de base que esteja em consonância com os sacrifícios do povo palestino”, afirmou o chefe do escritório de Relações Nacionais do Hamas, Husam Badran, em um comunicado divulgado pelo jornal ‘Filastin’.

Badran, que desejou “muito sucesso” à Fatah em sua 8ª conferência, considerou que este evento “representa uma oportunidade para impulsionar uma transformação nas relações nacionais palestinas e fortalecer a disposição para enfrentar os planos da ocupação de liquidar a causa palestina”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado