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MADRID 18 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reafirmou nesta segunda-feira o direito à “legítima defesa” da ilha diante de uma possível “ofensiva bélica” e afirmou que “as ameaças de agressão militar contra Cuba” por parte dos Estados Unidos “são conhecidas”, palavras com as quais se referiu à postura do governo do presidente norte-americano, Donald Trump.
“A ameaça já constitui um crime internacional. Se concretizar, provocará um banho de sangue de consequências incalculáveis, além do impacto destrutivo para a paz e a estabilidade regional”, observou o mandatário, que enfatizou que Cuba “não representa uma ameaça nem tem planos ou intenções agressivas contra nenhum país”.
Nesse sentido, ele enfatizou que não possui esse tipo de planos “contra os Estados Unidos” e destacou que “nunca os teve”. “Isso é bem conhecido pelo governo daquele país, especialmente por suas agências de defesa e segurança nacional”, afirmou, de acordo com uma mensagem divulgada nas redes sociais.
“Cuba, que já sofre uma agressão multidimensional dos Estados Unidos, tem o direito absoluto e legítimo de se defender de um ataque bélico; o que não pode ser invocado, nem logicamente nem honestamente, como desculpa para impor uma guerra contra o nobre povo cubano”, afirmou.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, enfatizou o direito à “legítima defesa” da ilha diante de “qualquer agressão externa” e declarou que “como toda nação do mundo, ela tem direito à sua legítima defesa diante de qualquer agressão externa”. “É um princípio reconhecido pela Carta da ONU e pelo Direito Internacional”, indicou ele, também em um comunicado nas redes sociais.
Nesse sentido, ele afirmou que “aqueles que pretendem agredir ilegitimamente Cuba valem-se de qualquer pretexto”. “Não importa o quão mentirosos e ridículos sejam (esses argumentos) para justificar um ataque contrário à opinião pública norte-americana e mundial. É lamentável que a mídia continue sendo cúmplice de tal crime”, concluiu.
Suas palavras chegam um dia depois que o site norte-americano Axios informou que a compra por parte de Cuba de 300 drones militares acionou todos os alarmes nos Estados Unidos, que acreditam que Havana poderia utilizá-los para atacar a base de Guantánamo, navios militares norte-americanos ou até mesmo Key West, na Flórida, localizada a uma distância de apenas 144 quilômetros da ilha.
O próprio Rodríguez já havia alertado no domingo que seu país exercerá o direito à autodefesa “até as últimas consequências” se for atacado, mas advertiu que isso poderia provocar “um banho de sangue”.
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