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O presidente da Colômbia defende negociações "tão válidas" quanto as de Uribe com o ELN e pede "verdade e reparação" MADRI 9 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou na sexta-feira que sua equipe de governo iniciou negociações de paz com o Clã do Golfo e revelou que suas condições para selar um acordo incluem a estrutura legal que ele apresentou ao Congresso e o respeito aos princípios de "verdade, justiça e reparação" que estão contemplados nela.
"Iniciamos conversações fora da Colômbia com o autodenominado Exército Gaitanista da Colômbia", como também é conhecida essa organização narco-paramilitar. "Não me canso de falar, dizem que sou um pouco imbecil, mas apreendemos mais cocaína do que qualquer outro governo", disse o presidente durante um discurso público no departamento de Córdoba (norte), relatado pela W Radio.
Nesse sentido, Petro insistiu que a proposta apresentada ao Congresso por seu ministro da Justiça, Eduardo Montealegre, é a única maneira de alcançar "a subjugação de grupos" como o Clã do Golfo e "garantir" os três pilares mencionados acima.
O presidente também enfatizou a necessidade de "tocar no dinheiro que sustenta" esses grupos, assegurando que, caso contrário, "a guerra não vai parar".
Horas depois do anúncio inicial, Petro voltou a usar as redes sociais para justificar sua decisão em comparação com processos semelhantes realizados por um de seus antecessores, Álvaro Uribe, com os paramilitares do Exército de Libertação Nacional (ELN).
"É tão válido dialogar com o chamado 'Exército Gaitainsta' quanto foi dialogar com os paramilitares do governo Uribe. Não há diferença", disse Petro. "O importante é que o tráfico de drogas seja desmantelado e que haja verdade, justiça e reparação. Algo que não aconteceu no processo de Uribe", acrescentou o presidente colombiano em um novo ataque ao ex-presidente e rival político, condenado a doze anos de prisão domiciliar por subornar testemunhas em processos criminais e por fraude processual.
O conflito armado entre o Estado colombiano e o Clã do Golfo se intensificou no último mês, resultando na morte de dois soldados colombianos em confrontos em partes do país, como a área rural do município de Cañasgordas, em Antioquia, onde dois soldados foram atacados em meados de julho pela subestrutura armada Edwin Román Velásquez Valle.
Além disso, durante esse período, as autoridades colombianas tiveram que lidar com a atividade do ELN, que, após o fracasso das negociações de paz com Bogotá, intensificou suas operações contra as forças de segurança do país.
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