Publicado 11/04/2026 08:32

Pelo menos treze mortos em novos ataques israelenses no Líbano, em meio às negociações em Islamabad

Líbano denuncia que Israel ataca sistematicamente profissionais de saúde

31 de março de 2026, Beirute, Líbano: Nuvens de fumaça se elevam de um prédio atingido após um ataque com mísseis de um avião de guerra israelense perto da Rua do Aeroporto, em Beirute
Europa Press/Contacto/Abdul Kader Al Bay

MADRID, 11 abr. (EUROPA PRESS) -

Pelo menos treze pessoas morreram nas últimas horas em ataques israelenses ao sul do Líbano, no âmbito da ofensiva militar israelense lançada em 2 de março contra a milícia do Hezbollah e que não cessou apesar do cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos.

Vale lembrar que nesta sexta-feira, o presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, condicionou o início das negociações de hoje com os Estados Unidos em Islamabad, no Paquistão, ao levantamento das sanções por parte do país norte-americano e à extensão da trégua ao Líbano.

Em Kafarsir, no distrito de Nabatiye, quatro pessoas morreram, incluindo um funcionário do Ministério da Saúde libanês, e outras quatro ficaram feridas, segundo a agência de notícias oficial libanesa, NNA.

Por outro lado, a aviação israelense atacou ao amanhecer a localidade de Mefdún, também em Nabatiye, e matou três pessoas em um prédio residencial, informa a NNA.

A aviação israelense também bombardeou a aldeia de Tul Nabatiye, onde vários prédios residenciais foram destruídos e três pessoas morreram, uma delas membro da Autoridade Sanitária. Outras três pessoas ficaram feridas, incluindo um profissional de saúde.

Também foram relatadas três mortes em um ataque israelense em Zifta, igualmente no distrito de Nabatiyé. Uma delas era funcionária da Defesa Civil Libanesa. Mais duas pessoas ficaram feridas.

PROFISSIONAIS DE SAÚDE COMO ALVO MILITAR

O Ministério da Saúde emitiu um comunicado reiterando sua condenação à sucessão de ataques contra profissionais de saúde, que denuncia como uma violação do Direito Internacional Humanitário. “Essas violações estão sendo documentadas em denúncias internacionais para preservar os direitos daqueles que se sacrificam pelo serviço humanitário de resgate”, alertou.

Além disso, o Ministério da Saúde destacou que “fica evidente que o inimigo israelense adotou uma abordagem sistemática pela qual os profissionais de saúde são um alvo militar, já que morrem em cada operação de resgate que realizam, o que constitui uma grave violação do Direito Internacional Humanitário”.

Em Jebchit, um gerador elétrico privado foi bombardeado e em Yabaa, na região de Iqlim al Tufa, caiu um míssil que não detonou.

Também foram constatados ataques israelenses em Jiam (distrito de Marjayún), Shebaa (Hasbaya), Kafar Remán e Mansuri (Tiro), Abba (Nabatiye) e Burj Qalauié (Bint Yebeil), segundo o jornal libanês 'L'Orient-Le Jour'.

O Exército israelense também solicitou a evacuação “imediata” de Abbasiyé (Tiro) por meio de ligações telefônicas originadas em Israel.

Por sua vez, o Hezbollah anunciou ataques contra militares israelenses em solo libanês, especificamente em Shamaa (Tiro) e contra localidades como Kiryat Shmona, Metula e Misgav Am, utilizando “salvas de foguetes”.

Israel confirmou um ataque de um drone proveniente do Líbano e a ativação das sirenes de ataque aéreo em Arab al Aramshe e outras localidades do oeste da Galiléia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado