Publicado 25/04/2026 23:05

Pelo menos quatorze mortos e cerca de 40 feridos em um atentado a bomba na Colômbia

MADRID 26 abr. (EUROPA PRESS) -

Pelo menos quatorze pessoas morreram e outras 38, incluindo cinco menores de idade, ficaram feridas neste sábado em um atentado a bomba perpetrado na Via Panamericana, uma das principais rodovias da Colômbia, segundo o balanço oficial.

Foi o que informou o governador do departamento de Cauca, Octavio Guzmán, em uma publicação nas redes sociais, na qual expressou sua solidariedade aos familiares e entes queridos das vítimas desta tragédia que “enche de luto e dor” o povo colombiano.

Como resultado do atentado, também foram registrados danos “muito graves” na infraestrutura viária da região, segundo o próprio Guzmán, que aproveitou sua mensagem para agradecer o trabalho do Ministério da Defesa e de “toda a cúpula militar” no departamento de Cauca.

O incidente ocorreu na tarde de sábado no município de Cajibío, no departamento de Cauca, quando um cilindro-bomba caiu sobre um micro-ônibus que circulava pela via.

A explosão causou graves danos ao veículo, especialmente no teto e nas janelas, segundo vídeos divulgados nas redes sociais, embora também haja danos em outros veículos e na própria pista.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, denunciou esse ato como “terrorismo” porque visa “gerar medo generalizado na população por meio da violência” e apontou abertamente para a guerrilha liderada por “Iván Mordisco”.

Petro destacou que entre as vítimas há “muitos indígenas” que foram atacados por “terroristas, fascistas e narcotraficantes”. “Seu chefe é conhecido como ‘Marlon’, plenamente identificado pela inteligência policial e militar”, advertiu.

Assim, ele apelou à “máxima perseguição mundial” contra “esse grupo narcoterrorista”. “Quero que a UIAF — Unidade de Informação e Análise Financeira — investigue suas finanças, quero os melhores soldados para enfrentá-los, quero que o povo de Cauca se liberte dessa máfia, resquício da violência”, afirmou.

Ele indicou ainda que pretende apresentar uma acusação “para denunciar nominalmente seus chefes perante o Tribunal Penal Internacional”.

O governador de Cauca, por sua vez, classificou o ocorrido como uma “escalada terrorista que exige respostas imediatas”. “Exigimos do Governo Nacional ações contundentes, sustentadas e eficazes diante da grave crise de ordem pública que vivemos, além da presença urgente do Ministério da Defesa em Cauca”, destacou.

Além disso, Guzmán denunciou que houve outros ataques em El Tambo, Caloto, Popayán, Guachené, Mercaderes e Miranda. “Isso é uma ofensiva direta contra a vida, contra um povo indefeso. Não vamos permitir que os violentos continuem impondo o medo e desafiando o Estado”, enfatizou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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