Europa Press/Contacto/Nina Liashonok
MADRID, 20 jul. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos dez tripulantes de um navio mercante que navegava pelo Mar Negro morreram após um ataque russo contra a embarcação, que arvorava a bandeira da Guiné-Bissau, quando se encontrava próxima à cidade de Odessa, no sul da Ucrânia.
“A operação de busca e resgate se estendeu por toda a noite. O incêndio a bordo do navio foi controlado. Conseguiu-se resgatar e levar para terra firme oito tripulantes. Infelizmente, dez pessoas, entre elas o piloto da empresa estatal 'AMPU'”, informou a própria Administração de Portos Marítimos da Ucrânia em uma mensagem nas redes sociais.
O ataque ocorreu quando o navio havia concluído o carregamento de milho e estava saindo do porto ucraniano. A bordo estavam 17 tripulantes, todos cidadãos da Síria e da Índia, além do piloto de nacionalidade ucraniana.
“Os ocupantes russos lançaram três mísseis de cruzeiro Kh-59/Kh-69 contra o navio de carga civil Golden Leo (bandeira da Guiné-Bissau, armador turco), que, no momento do ataque, se dirigia para fora da zona de combate com uma carga de grãos”, denunciou a Marinha da Ucrânia nas redes sociais.
O braço naval das forças ucranianas precisou que “o impacto ocorreu na zona de estibordo da superestrutura, provocando um incêndio a bordo”.
“Este é mais um ataque seletivo da Rússia contra uma embarcação civil desarmada com bandeira estrangeira que não representava nenhuma ameaça militar”, declarou a Marinha ucraniana, classificando a ação atribuída às forças russas como “um ato de terrorismo contra a navegação pacífica e uma grave violação do Direito Internacional Humanitário”.
Por sua vez, o ministro da Reconstrução, Infraestrutura e Transporte da Ucrânia, Mikola Kalashnik, que vem informando sobre a situação após o ataque, somou-se às denúncias, enfatizando que “trata-se de mais um crime de guerra cometido pela Rússia e um duro golpe para a segurança do transporte marítimo internacional e a segurança alimentar mundial”.
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