Europa Press/Contacto/Dmytro Smolienko
MADRID 16 ago. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos cinco pessoas morreram e outra ficou ferida neste domingo após um ataque com drones pelas Forças Armadas da Ucrânia contra a região de Rostov, no sudeste da Rússia, segundo informaram as autoridades locais.
“Esta noite, em consequência de um ataque aéreo contra a região de Rostov, três pessoas morreram e outra ficou ferida e foi levada ao hospital”, anunciou em suas redes sociais o governador da região, Yuri Sliusar, antes de informar sobre a descoberta de outros dois corpos sem vida.
O governador, que transmitiu suas “mais sinceras condolências” aos familiares das vítimas, indicou que as forças russas abateram “mais de 150 drones e mísseis em três cidades e nove distritos” durante a onda de ataques por parte de Kiev.
Além disso, ele destacou que vários edifícios na cidade de Kamensk sofreram danos significativos, sendo que as residências e os prédios da administração “foram os mais afetados”.
Os incêndios que se alastraram nas localidades de Staraya e Volchenski já foram extintos, enquanto as equipes de emergência mantêm sob controle, embora ainda ativo, outro incêndio na área florestal de Kamenski.
No total, foram registrados danos nos distritos urbanos de Kamensk-Shakhtinski, Gukovo, Donetsk, Kamenskoye, Konstantinovski, Millerovski, Matveyevo-Kurganski, Chertkovski, Sholokhovski, Tsimlyanski, Tarasovski e Verkhnedonski.
Segundo informações das autoridades russas, durante a madrugada deste domingo, cerca de 600 drones ucranianos sobrevoaram a região de Moscou, capital da Rússia.
“Entre a tarde de ontem e as 6h30 desta manhã, 600 drones sobrevoavam a região de Moscou, dos quais 201 foram destruídos na região”, esclareceu o prefeito de Moscou, Sergei Sobianin.
Antes disso, o prefeito de Moscou informou que 132 drones haviam sido abatidos ao se aproximarem da capital. Três pessoas ficaram feridas no ataque próximo à rodovia de acesso à capital.
A guerra na Ucrânia começou em fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou uma ofensiva militar em grande escala que o presidente russo, Vladimir Putin, justificou como uma operação destinada a proteger a população do Donbass de “um genocídio por parte do regime de Kiev” e a enfrentar os riscos à segurança russa decorrentes do avanço da OTAN para o leste.
Desde então, os ataques com drones contra alvos militares, infraestruturas e outras instalações localizadas em áreas sob controle russo tornaram-se uma prática recorrente no conflito.
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