Publicado 20/10/2026 01:15

AMP. – Pelo menos 14 mortos e sete feridos após um deslizamento de terra em uma mina de ouro na Colômbia

MADRID 20 out. (EUROPA PRESS) -

Pelo menos quatorze pessoas morreram e outras sete ficaram feridas nesta segunda-feira devido a um deslizamento de terra ocorrido durante o dia em uma mina de ouro em Santa Bárbara de Iscuandé, no departamento de Nariño, no sudoeste da Colômbia.

Isso foi confirmado pelo diretor da Diretoria Administrativa de Gestão de Riscos de Desastres (DAGRD) de Nariño, Gabriel Ocaña, enquanto o escritório da ONU para Direitos Humanos na Colômbia informou que doze das quatorze vítimas fatais são mulheres, e que “outras ainda estão feridas e precisam de atendimento urgente”. Por isso, ele apelou ao Sistema Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (SNGRD) para que implemente “ações destinadas a apoiar o resgate das pessoas feridas e a assistência às famílias afetadas”.

Por sua vez, sem especificar o gênero das vítimas, Gabriel Ocaña precisou, em entrevista à emissora de televisão colombiana RCN, que o estado de saúde de quatro dos sete feridos apresenta complicações mais graves. “No momento, estamos buscando apoio de helicóptero para poder transportá-las até a cidade de Pasto ou Tumaco para que recebam atendimento”, acrescentou.

Quanto ao motivo do acidente, o diretor da DAGRD de Nariño não teve dúvidas, alertando que, “infelizmente, a questão da mineração ilegal e dessas práticas irregulares nos traz” eventos como este acidente.

Ao apontar a mineração ilegal como causa, a ONU Direitos Humanos Colômbia concordou, instando o Estado a “implementar todas as ações necessárias de prevenção, por meio de medidas de transformação territorial, investigação e punição dessas atividades ilegais nos territórios, que estão afetando as pessoas que se veem obrigadas a trabalhar nesses locais sem qualquer tipo de garantia, além de causar danos ao meio ambiente e à saúde das comunidades”.

PRESENÇA DE GRUPOS ARMADOS

Anteriormente, a Agência Nacional de Mineração (ANM) havia informado sobre o ocorrido sem fornecer um balanço das vítimas em uma publicação nas redes sociais, na qual denunciava que, embora sua equipe de resgate estivesse preparada para prestar assistência no local do acidente, “as dificuldades de acesso e as condições de ordem pública na região impediram sua chegada”.

“A ANM mantém sua disponibilidade técnica e operacional para apoiar o atendimento a essa emergência, assim que houver as condições de segurança necessárias para a entrada das equipes de resgate”, ressaltou.

Nessa mesma linha, a Defensoria do Povo, que tomou conhecimento do incidente, alertou sobre a presença de “grupos armados ilegais na região”, exigindo, por isso, que se “garanta o acesso seguro das equipes de emergência e do pessoal humanitário”.

O órgão também solicitou a mobilização das Forças Armadas, equipes de resgate, serviços de saúde e de Medicina Legal “para a identificação e o tratamento digno dos corpos das vítimas fatais”.

Nariño é um dos departamentos mais afetados pelo chamado conflito armado interno da Colômbia, registrando mais de 2.500 deslocados por esse motivo somente entre janeiro e agosto de 2026, além de confrontos sucessivos entre as autoridades colombianas e os grupos que atuam na região, como a guerrilha Estado-Maior Central das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), liderada por “Iván Mordisco”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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