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O PPSO terá a maior bancada desde 1982 num Parlamento com cinco partidos MADRID 2 fev. (EUROPA PRESS) -
O Partido Pueblo Soberano (PPSO), do governo, será a força com maior representação no Parlamento costarriquenho, com 31 dos 57 assentos possíveis, o que significa que poderá levar adiante a maioria das mudanças “profundas e irreversíveis” que a presidente eleita, Laura Fernández, já prometeu.
O PPSO terá a bancada mais numerosa no Parlamento desde 1982, quando o Partido Liberação Nacional (PLN) obteve 33. Ficou a sete cadeiras da maioria “qualificada”, necessária para aprovar reformas constitucionais, aumento de impostos ou financiamento internacional, nomear os magistrados do Supremo Tribunal, suspender direitos e garantias ou convocar referendos, entre outras decisões.
No entanto, poderá levar adiante as iniciativas legislativas que exijam o voto da metade mais um dos deputados, entre elas as reformas de segurança que o governo insistiu tanto durante o último mandato.
Da mesma forma, poderá eleger, sem necessidade de consenso com o resto da Câmara, a Mesa do Congresso, o novo titular da Controladoria Geral ou o Defensor do Povo, e também tem votos suficientes para derrubar qualquer pedido de suspensão da imunidade parlamentar de deputados investigados por corrupção. UMA ASSEMBLEIA MENOS FRAGMENTADA
Trata-se da Assembleia Legislativa menos fragmentada dos últimos 24 anos, na qual o PPSO atuará como força do governo, substituindo o Partido Progresso Social Democrático (PPSD), que fica sem representação. Outros dois ficaram de fora, a Nova República e o Partido Liberal Progressista. A segunda força mais votada é o PLN de Álvaro Ramos, que ficou com 33% dos votos na disputa presidencial. O histórico partido costarriquenho fica com 17 cadeiras, duas a menos que nas últimas eleições, e pela primeira vez em duas décadas deixará de ser a força parlamentar hegemônica.
A Frente Ampla (FA) será representada por sete deputados, enquanto a Unidade Social Cristã (PUSC) — um dos grandes derrotados nestas eleições — e a Coalizão Agenda Cidadã (CAC) da ex-primeira-dama Claudia Dobles se dividirão os dois últimos assentos da Câmara.
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