Publicado 02/02/2026 07:16

AMP.- O Partido Pueblo Soberano, do governo, obtém maioria absoluta nas eleições legislativas da Costa Rica

SAN JOSE, 2 de fevereiro de 2026 — Laura Fernandez participa de um evento comemorativo em San Jose, Costa Rica, em 1º de fevereiro de 2026. Laura Fernandez, candidata do Partido do Povo Soberano, comemorou no domingo sua vitória nas eleições presidenciais
Europa Press/Contacto/Francisco Canedo

O PPSO terá a maior bancada desde 1982 num Parlamento com cinco partidos MADRID 2 fev. (EUROPA PRESS) -

O Partido Pueblo Soberano (PPSO), do governo, será a força com maior representação no Parlamento costarriquenho, com 31 dos 57 assentos possíveis, o que significa que poderá levar adiante a maioria das mudanças “profundas e irreversíveis” que a presidente eleita, Laura Fernández, já prometeu.

O PPSO terá a bancada mais numerosa no Parlamento desde 1982, quando o Partido Liberação Nacional (PLN) obteve 33. Ficou a sete cadeiras da maioria “qualificada”, necessária para aprovar reformas constitucionais, aumento de impostos ou financiamento internacional, nomear os magistrados do Supremo Tribunal, suspender direitos e garantias ou convocar referendos, entre outras decisões.

No entanto, poderá levar adiante as iniciativas legislativas que exijam o voto da metade mais um dos deputados, entre elas as reformas de segurança que o governo insistiu tanto durante o último mandato.

Da mesma forma, poderá eleger, sem necessidade de consenso com o resto da Câmara, a Mesa do Congresso, o novo titular da Controladoria Geral ou o Defensor do Povo, e também tem votos suficientes para derrubar qualquer pedido de suspensão da imunidade parlamentar de deputados investigados por corrupção. UMA ASSEMBLEIA MENOS FRAGMENTADA

Trata-se da Assembleia Legislativa menos fragmentada dos últimos 24 anos, na qual o PPSO atuará como força do governo, substituindo o Partido Progresso Social Democrático (PPSD), que fica sem representação. Outros dois ficaram de fora, a Nova República e o Partido Liberal Progressista. A segunda força mais votada é o PLN de Álvaro Ramos, que ficou com 33% dos votos na disputa presidencial. O histórico partido costarriquenho fica com 17 cadeiras, duas a menos que nas últimas eleições, e pela primeira vez em duas décadas deixará de ser a força parlamentar hegemônica.

A Frente Ampla (FA) será representada por sete deputados, enquanto a Unidade Social Cristã (PUSC) — um dos grandes derrotados nestas eleições — e a Coalizão Agenda Cidadã (CAC) da ex-primeira-dama Claudia Dobles se dividirão os dois últimos assentos da Câmara.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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