É uma das eleições mais disputadas dos últimos tempos, com três candidatos praticamente empatados nas pesquisas MADRID 18 jan. (EUROPA PRESS) -
A participação nas eleições presidenciais de Portugal, realizadas neste domingo, situou-se em 45,51% até às 16h, dez pontos acima da participação de 2016 e oito acima da de 2021.
O dado foi fornecido pelo porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), André Wemans, que destacou em declarações à televisão pública portuguesa, RTP, que a votação está a decorrer “com perfeita normalidade, sem incidentes de importância e sem problemas”.
Nas eleições de 2021, a participação às 16h era de 35,44%, enquanto em 2016 o dado foi de 37,69% e em 2011, de 35,16%. Em 2021, a participação total foi de 60,76%. Entretanto, os onze candidatos presidenciais já votaram, incluindo o último a juntar-se à corrida, o humorista Manuel João Vieira, que prometeu um Ferrari e uma torneira de vinho em cada casa. As sondagens colocam na liderança o candidato do partido de extrema-direita Chega, André Ventura (24%), e o socialista António José Seguro (23%), seguidos pelo candidato da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo (19%), pelo ex-militar independente Henrique Gouveia e Melo (14%) e pelo candidato do Partido Social Democrata (conservador) no poder, Luís Marques Mendes (14%).
Ventura votou na Escola Parque das Nações, em Lisboa, pouco depois das 12h. “Este é um dia bonito: hoje, só não vota quem não quer”, declarou antes de argumentar que “não podemos esperar em casa que as coisas se resolvam sozinhas”, informa a televisão pública portuguesa RTP.
Seguro votou em Caldas da Rainha e expressou sua confiança em uma alta participação. Seguro apelou ao “bom senso” do eleitorado e exerceu seu direito “com muita emoção e muita esperança no futuro de Portugal”.
Em terceiro lugar nas pesquisas está o candidato da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, que votou na Escola Básica Marquesa de Alorna, em Lisboa. “Vamos fazer deste dia de eleições um dia de festa da democracia e mostrar que é possível mudar Portugal”, afirmou o candidato liberal, que se disse “otimista” e “confiante”.
As pesquisas colocam em quarto lugar o militar da reserva Henrique Gouveia e Melo, que se apresenta como independente com posições “entre o socialismo e a social-democracia”, segundo sua própria definição. O ex-militar mostrou-se “sempre positivo” e proclamou a sua “esperança” de que a abstenção seja pouco significativa. “Tenho esperança de que os portugueses queiram decidir o seu próprio destino usando o seu voto. Essa é a verdadeira soberania na democracia”, argumentou.
O conservador Marques Mendes votou em Caxias com a esperança de que haja uma “grande participação”. “Confio no resultado da minha candidatura e confio numa boa participação eleitoral. Confio que a abstenção diminua”, declarou. Marques Mendes mencionou a situação internacional “muito difícil”, que “talvez nunca tenha sido tão delicada como hoje”.
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