Europa Press/Contacto/Wiktor Dabkowski
MADRID 5 fev. (EUROPA PRESS) -
Os Estados Unidos e a Rússia concordaram nesta quinta-feira em retomar o diálogo militar ao mais alto nível, mais de quatro anos após suspendê-lo em meio a tensões poucos meses antes da invasão russa da Ucrânia, desencadeada em fevereiro de 2022. “Manter o diálogo entre as Forças Armadas é um fator importante para a estabilidade e a paz mundiais, que só podem ser alcançadas pela força, e proporciona um meio para uma maior transparência e para reduzir a escalada”, informou uma nota do Comando Europeu do Exército dos Estados Unidos sobre o acordo alcançado entre Washington e Moscou à margem dos contatos trilaterais entre a Ucrânia, a Rússia e os Estados Unidos nos Emirados Árabes Unidos para um acordo de paz.
Precisamente este comando, liderado pelo general Alexus G. Grynkewich, comandante supremo aliado da OTAN, conduzirá as conversações. Este canal “oferecerá um contato militar-a-militar constante enquanto as partes continuam trabalhando para uma paz duradoura”, acrescentou o Exército dos Estados Unidos.
De fato, as forças americanas insistem que, no âmbito de sua autoridade na OTAN, Grynkewich tem o dever de manter o diálogo militar com o chefe das Forças Armadas da Rússia, o general Valeri Gerasimov, “para evitar erros de cálculo e fornecer um meio que permita evitar uma escalada não intencional por qualquer uma das partes”.
O anúncio foi feito no âmbito da segunda jornada de conversações tripartidas, em Abu Dhabi, que está precisamente a abordar questões militares implícitas no acordo de paz para a Ucrânia. A delegação russa foi liderada pelo chefe dos Serviços Secretos do Exército russo, Igor Kostiukov. Por enquanto, Moscovo não se pronunciou sobre este assunto.
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