Europa Press/Contacto/U.S Navy/U.S. Navy - Arquivo
A mídia iraniana indica que os sistemas de defesa de Bandar Abbas teriam sido ativados brevemente, mas não registrou explosões na cidade, apesar de relatar o barulho delas
Uma agência próxima à Guarda Revolucionária informa que a Marinha iraniana disparou contra um cargueiro norte-americano
MADRID, 28 maio (EUROPA PRESS) -
O Exército dos Estados Unidos afirmou ter abatido quatro drones “kamikaze” sobre o estreito de Ormuz, após o que lançou um ataque contra uma base iraniana na cidade de Bandar Abbas, localizada em frente à estratégica passagem marítima, alegando que de lá seria lançado um quinto drone, em pleno vigor do cessar-fogo acordado por Teerã e Washington.
"As Forças do Comando Central (CENTCOM) dos Estados Unidos abateram quatro drones iranianos de ataque unidirecional que representavam uma ameaça nas proximidades do Estreito de Ormuz", afirmou um funcionário norte-americano em declarações à Europa Press.
Em seguida, as forças americanas “também atacaram uma estação de controle terrestre iraniana em Bandar Abbas que estava prestes a lançar um quinto drone”, acrescentou o funcionário, que defendeu as ações como “moderadas, puramente defensivas e destinadas a manter o cessar-fogo”.
A confirmação do ataque executado pelos Estados Unidos ocorre pouco depois de a agência semioficial iraniana Fars e a radiotelevisão pública iraniana IRIB terem informado sobre três explosões a leste de Bandar Abbas, sem poderem precisar a localização nem a origem exatas dos estrondos.
Além disso, elas indicaram que os sistemas de defesa de Bandar Abbas chegaram a ser ativados por alguns minutos, embora a emissora pública tenha alertado que, apesar do barulho, não houve sinal de explosão alguma na própria cidade.
Por sua vez, a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, indicou que o ataque norte-americano atingiu apenas terrenos baldios ao redor de Bandar Abbas e que “não causou vítimas nem danos”.
Além disso, citou uma “fonte militar bem informada” que garantiu que um navio cargueiro norte-americano “tentou atravessar o estreito de Ormuz com o radar desligado, mas foi obrigado a parar e voltar depois que a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica agiu com rapidez e determinação, abrindo fogo contra ele”.
Esta nova operação ocorre dois dias depois que as forças americanas lançaram “ataques em legítima defesa” contra embarcações iranianas e bases de lançamento de mísseis localizadas no sul do Irã. Na ocasião, o capitão da Marinha Tim Hawkins, na qualidade de porta-voz do CENTCOM, enquadrou as ações militares como “legítima defesa” e afirmou que as tropas agiam “com moderação durante o cessar-fogo em vigor”, assinado em 8 de abril e posteriormente prorrogado sem prazo determinado pelo chefe da Casa Branca, Donald Trump.
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