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Lembram que mesmo um ataque preventivo é um ato de guerra e questionam a eficácia dos bombardeios do ano passado MADRID 28 fev. (EUROPA PRESS) -
O Partido Democrata dos EUA voltou a condenar, como já fez no ano passado, que o novo ataque combinado dos EUA e Israel lançado neste sábado contra o Irã é um ato de guerra que não contou com a aprovação indispensável do Congresso.
“Se não houver ‘circunstâncias de força maior’, o governo Trump deve solicitar autorização, pois mesmo um ataque preventivo constitui um ato de guerra”, afirmou o líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries.
Embora “o Irã seja um ator prejudicial e deva ser confrontado com firmeza por suas violações dos direitos humanos”, a decisão do presidente “de abandonar a diplomacia e lançar um ataque militar maciço deixou as tropas americanas vulneráveis às represálias do Irã”.
Jeffries aproveitou para relembrar e questionar abertamente a eficácia do primeiro ataque do verão passado contra o Irã. “Se o programa nuclear iraniano foi ‘completa e totalmente destruído’ pelos ataques militares de junho de 2025, como Donald Trump proclamou com audácia, não deveria haver necessidade de atacá-los agora”, acrescentou.
“O governo Trump deve se explicar imediatamente ao povo americano e ao Congresso, oferecer uma justificativa sólida para este ato de guerra, definir claramente o objetivo de segurança nacional e articular um plano para evitar outro atoleiro militar caro e prolongado no Oriente Médio”, conclui Jeffries.
O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, se manifestou nos mesmos termos e acusou o governo de “não ter fornecido ao Congresso nem ao povo americano detalhes cruciais sobre o alcance e a iminência da ameaça”.
Embora a Casa Branca, por meio de sua porta-voz, Karoline Leavitt, tenha assegurado que vários altos funcionários do Congresso foram informados com antecedência sobre os ataques, Schumer considerou que as explicações são insuficientes e que “os ciclos intermitentes de ataques do presidente Trump e o risco de um conflito mais amplo não são uma estratégia viável”.
“O governo deve informar o Congresso, incluindo uma sessão informativa confidencial imediata para todos os senadores e um depoimento público, para responder a essas questões vitais”, acrescentou. MAMDANI CONDENOU OS ATAQUES E GARANTIA A SEGURANÇA DA COMUNIDADE IRANIENSE
O prefeito de Nova York e uma das vozes mais proeminentes da ala progressista do partido, o social-democrata Zohran Mamdani, condenou sem rodeios os ataques dos Estados Unidos e de Israel, que marcam “uma escalada catastrófica em uma guerra de agressão ilegal”. “Cidades bombardeadas. Civis mortos. Um novo cenário de guerra aberta. Os americanos não querem isso. Não querem outra guerra para uma mudança de regime. Querem paz”, afirmou nas redes sociais. Mamdani dirigiu-se especialmente à comunidade iraniana na cidade: “Vocês fazem parte do nosso tecido social. São vizinhos, empreendedores, estudantes, artistas, trabalhadores e líderes comunitários, e aqui estarão seguros”.
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