Publicado 23/05/2026 10:52

AMP.- Os ativistas da Flotilha acusam Israel de “maus-tratos” ao chegarem a Barcelona

Os ativistas catalães da Global Sumud Flotilla chegam ao Aeroporto de Barcelona
KIKE RINCON-EUROPA PRESS

Laura Campos pede à UE que deixe de ser “cúmplice por omissão”

EL PRAT DE LLOBREGAT (BARCELONA), 23 (EUROPA PRESS)

Os 18 ativistas catalães que faziam parte da Frota Global Sumud chegaram neste sábado, por volta das 13h30, ao Aeroporto de Barcelona em um voo proveniente de Ancara (Turquia) e, em declarações à imprensa, acusaram Israel de agressões e “maus-tratos” físicos e psicológicos durante sua detenção.

Entre os ativistas estão a secretária de delegações da IAC e participante da Flotilha, Ariadna Masmitjà, 'Masmi', e a ex-prefeita de Montcada i Reixac (Barcelona), Laura Campos, bem como outros ativistas catalães, como Mi Hoa Lee e Javier Zendrera, que relataram as “torturas” sofridas durante sua detenção e estavam acompanhados pelo também ativista da Flotilha Saif Abukeshek.

No aeroporto, foram recebidos por cerca de uma centena de pessoas, entre as quais familiares e representantes políticos, como o ministro da Cultura, Ernest Urtasun; a coordenadora do Comuns, Candela López; a porta-voz do Comuns e deputada no Congresso, Aina Vidal; e o eurodeputado do Comuns e advogado da Flotilha, Jaume Asens.

LAURA CAMPOS

Campos acusou as forças israelenses de “tratamento brutal e violência” a bordo do navio militar que transportou os ativistas para Israel e também em terra, onde, segundo ela, sofreram humilhações por parte do ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, e maus-tratos e espancamentos por parte da polícia.

Assim, pediu à União Europeia (UE) que “pare de fazer vista grossa, que pare de ser cúmplice por omissão” e solicitou ao governo que rompa relações com Israel em todos os âmbitos.

SAIF ABUKESHEK

Por sua vez, Abukeshek afirmou que o tratamento dispensado por Ben Gvir aos detidos é a verdadeira imagem de Israel: “Se eles estão dispostos a fazer isso diante das câmeras e estão dispostos a fazer isso com pessoas que possuem passaportes europeus e internacionais, o que exatamente fazem com os prisioneiros palestinos?”, questionou.

Nesse sentido, ele pediu à UE e aos diferentes governos que abandonem o que considera cumplicidade com Israel e perguntou-lhes “de que lado da história” querem estar.

“ESCALADA DA VIOLÊNCIA”

Entre os demais ativistas, Lee explicou que se viveu uma “escalada de violência abismal” na segunda interceptação da Flotilha e relatou que quatro soldados israelenses a agrediram, juntamente com outro companheiro, em uma sala escura, e que lhe aplicaram choques elétricos com uma arma taser.

Masmitjà afirmou que a detenção de membros da Flotilha é “um ataque à Palestina” e insistiu para que a UE rompa relações com Israel, além de pedir que os países não destinem seus orçamentos ao aumento dos gastos militares.

Zendrera também relatou experiências de maus-tratos e afirmou que o navio que os transportou até Israel em águas do Mediterrâneo parecia um “campo de concentração”, onde, segundo ele, viajaram amontoados até sua entrada na prisão.

DETENÇÃO EM ISRAEL

Eles chegaram à capital catalã cinco dias após terem sido capturados em águas internacionais pelo Exército de Israel, quando se dirigiam à Faixa de Gaza com ajuda humanitária.

A organização explicou nesta sexta-feira que, entre seus membros detidos, ocorreram pelo menos 15 agressões sexuais e dezenas de feridos.

O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, também explicou nesta sexta-feira que 4 dos cerca de 40 espanhóis da frota precisaram de atendimento médico.

Na verdade, o retorno dos ativistas estava previsto para sexta-feira, mas foi adiado para este sábado porque eles foram submetidos a exames médicos na Turquia, após serem deportados por Israel.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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