Europa Press/Contacto/Marwan Naamani - Arquivo
O Exército israelense havia emitido anteriormente uma ordem de evacuação de áreas de Deir al Zahrani para atacar supostas posições do Hezbollah
MADRID, 7 set. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos onze pessoas, entre elas duas crianças e dois paramédicos, morreram nesta segunda-feira em decorrência de uma nova onda de bombardeios realizados pelo Exército de Israel contra a localidade de Kfar Reman, situada no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor.
De acordo com informações coletadas pela agência estatal de notícias libanesa NNA, um primeiro ataque contra um prédio residencial de três andares na cidade deixou nove mortos, entre eles duas crianças, além de cinco feridos.
Além disso, um ataque perpetrado por um drone contra um veículo em Kfar Reman causou a morte de dois paramédicos da Associação Islâmica. Os falecidos foram identificados como Ali Shahrur e Hadi Farhat, conforme informou o referido veículo de comunicação.
Horas antes, o Exército de Israel havia ordenado a evacuação de algumas áreas de Deir al Zahrani, também no sul do Líbano, com o objetivo de lançar bombardeios contra uma instalação supostamente pertencente ao partido-milícia xiita libanês Hezbollah.
“Exortamos todos os moradores que estejam no prédio marcado em vermelho no mapa anexo e nos prédios vizinhos a evacuarem o local: vocês estão próximos a uma instalação pertencente à organização terrorista Hezbollah, contra a qual as Forças de Defesa de Israel (IDF) irão agir”, anunciou a porta-voz do Exército israelense em árabe, Ella Waweya.
Assegurando não desejar “causar nenhum dano” aos moradores da área a ser evacuada, Waweya justificou essa ação alegando que ela é resultado da “flagrante violação do acordo de cessar-fogo por parte da organização terrorista Hezbollah, após o lançamento de um drone carregado de explosivos contra as FDI”.
“A atividade terrorista do Hezbollah obriga o Exército a agir com firmeza contra ele”, afirmou ele em uma mensagem nas redes sociais, alertando a população convocada para a evacuação de que deverá abandonar “imediatamente” a área designada e afastar-se dela “pelo menos 300 metros”.
De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde libanês, 4.362 pessoas morreram e 12.378 ficaram feridas desde o início da ofensiva do Exército de Israel, em março passado, no sul do país, no contexto de ataques israelenses que não cessam, apesar do cessar-fogo em vigor.
O Líbano e Israel chegaram, em 26 de junho, a um acordo preliminar com a mediação dos Estados Unidos, que estabelecia as bases para um cessar-fogo permanente e incluía o restabelecimento da soberania libanesa no sul do país, mas também o desarmamento do Hezbollah, questão que o grupo rejeitou categoricamente.
Desde então, Israel tem alegado razões de segurança e a recusa do Hezbollah em aceitar o acordo para justificar a continuidade de suas operações militares no sul do Líbano, no âmbito da nova invasão desencadeada depois que o grupo lançou projéteis contra o país em resposta à ofensiva conjunta lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático