Europa Press/Contacto/Mykhaylo Palinchak
MADRID, 2 jun. (EUROPA PRESS) -
O número de vítimas dos ataques perpetrados pela Rússia entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça-feira contra as cidades ucranianas de Kiev, Dnipró, Kharkiv e Kamianske aumentou para dez mortos e mais de 90 feridos, conforme confirmado pelas autoridades ucranianas.
Na capital do país, Kiev, pelo menos quatro pessoas morreram e 51 ficaram feridas, incluindo três crianças, segundo informou o prefeito da cidade, Vitali Klitschko, que alertou que “35 foram hospitalizadas, enquanto outras receberam atendimento médico no local e em regime ambulatorial”.
De acordo com uma extensa publicação nas redes sociais que detalha as repercussões dos bombardeios contra os diversos distritos da capital, incluindo pelo menos 14 incêndios em edifícios, vários veículos incendiados e danos a diversas construções, uma situação em que “todos os serviços de emergência estão trabalhando para mitigar as consequências do ataque”.
Em Dnipró, capital da província de Dnipropetrovsk, outra série de bombardeios russos deixou pelo menos seis mortos, entre eles um membro das equipes de resgate, e 36 feridos, conforme indicado pelo Serviço Estatal de Emergências por meio de um comunicado nas redes sociais.
O órgão destacou que os ataques também causaram danos materiais em dois prédios de apartamentos, entre outras instalações, bem como em um quartel dos bombeiros. “As operações de busca e resgate estão em andamento”, afirmou, antes de indicar que provavelmente há pessoas presas entre os escombros de um dos prédios atingidos.
A este balanço, sem sair da região, devem ser acrescentados outros três feridos em um ataque contra a cidade de Kamianske, a cerca de 40 quilômetros a noroeste de Dnipró, segundo informou o governador de Dnipropetrovsk, Oleksandr Ganzha.
Na cidade de Kharkiv, seu prefeito, Igor Terejov, relatou ataques e múltiplos impactos de drones “Shahed” — de fabricação iraniana —, que teriam deixado um saldo de pelo menos dez feridos, incluindo uma criança.
Especificamente, o dirigente local afirmou que a cidade foi atacada por quinze aeronaves não tripuladas e por dois mísseis, com impactos espalhados por quatro distritos da capital da província homônima.
UM "ATAQUE MASSIVO E COMBINADO"
Por sua vez, a Força Aérea ucraniana denunciou que as tropas russas lançaram 73 mísseis e mais de 650 drones contra o país nas últimas horas, no que descreveu como "um ataque massivo e combinado" por terra, mar e ar.
“O principal alvo do ataque foi Kiev”, especificou, ao mesmo tempo em que ressaltou que o Exército russo lançou 8 mísseis antinavio, 33 mísseis balísticos ‘Iskander’, 27 mísseis de cruzeiro ‘KH-101’, cinco mísseis de cruzeiro ‘Kalibr’ e 656 drones contra o território ucraniano.
Nesse sentido, ele garantiu que os sistemas de defesa antiaérea destruíram 40 mísseis e 602 drones, embora tenha confirmado o impacto de 33 mísseis e 33 drones em 38 pontos do país, bem como a queda de fragmentos das interceptações em outros 15 locais.
“O ataque continua, uma vez que há numerosos drones no espaço aéreo ucraniano”, alertou a Força Aérea, que pediu à população que “não ignore os alarmes”.
O Ministério da Defesa russo, por sua vez, confirmou um “ataque maciço” contra a Ucrânia com mísseis, incluindo mísseis hipersônicos, e drones, no que descreveu como “uma resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev”.
O ministério afirmou em um comunicado que os alvos foram “empresas da indústria de defesa em Kiev, Zaporizhia, Kharkiv, Dnipropetrovsk, Poltava, Khmelnytskyi e Sumy, bem como instalações de infraestrutura de combustível e transporte utilizadas pelas Forças Armadas e bases militares”.
“Os alvos do ataque foram atingidos. Todos os alvos designados foram atingidos", afirmou o Ministério da Defesa russo, no âmbito de seus ataques contra a Ucrânia decorrentes da guerra desencadeada em fevereiro de 2022 pela ordem de invasão assinada pelo presidente russo, Vladimir Putin.
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