Publicado 14/05/2026 07:33

O número de mortos sobe para cinco e o de feridos para 40 em um ataque da Rússia contra a capital da Ucrânia

16 de abril de 2026, Kiev, Ucrânia: Uma nuvem de fumaça preta se eleva por trás de blocos de apartamentos durante um ataque combinado em grande escala da Rússia contra Kiev, na Ucrânia, em 16 de abril de 2026. Na noite de quinta-feira, as forças russas at
Kyrylo Chubotin / Zuma Press / Europa Press / Cont

Zelenski ressalta que “esses não são os atos de quem acredita que a guerra está chegando ao fim” e pede mais pressão sobre Moscou

MADRID, 14 maio (EUROPA PRESS) -

Pelo menos cinco pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas nesta quinta-feira devido a um ataque realizado pelo Exército da Rússia contra a capital da Ucrânia, Kiev, numa noite em que as tropas russas lançaram 675 drones e mais de 50 mísseis contra o país, em uma das ondas mais intensas dos últimos meses, no contexto da invasão iniciada em fevereiro de 2022.

"Já foi relatada a morte de cinco pessoas em Kiev como resultado do ataque russo da noite passada. Meus sinceros pêsames às suas famílias e entes queridos. Cerca de 40 pessoas ficaram feridas na capital e outras sete na região de Kiev”, informou o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, em uma mensagem nas redes sociais, na qual destaca que dez pessoas continuam desaparecidas e estão sendo procuradas sob os escombros.

De acordo com o balanço divulgado, em Kharkiv a ofensiva russa deixou 28 feridos, enquanto em Odessa foram registrados outros dois feridos. “No total, 180 locais foram danificados em todo o país, incluindo mais de 50 prédios residenciais comuns”, denunciou o presidente ucraniano.

Em meio à onda de ataques, Zelenski afirmou que, na província de Kherson, drones russos atingiram um veículo do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). “O chefe do OCHA e outros oito membros da equipe estavam dentro do veículo. Felizmente, ninguém ficou ferido. A equipe da missão foi evacuada”, indicou.

A Força Aérea ucraniana especificou que as tropas russas lançaram 675 drones, três mísseis aerobalísticos “Dagger”, 18 mísseis balísticos “Iskander” e 35 mísseis de cruzeiro “Khinzal”, antes de acrescentar que 15 mísseis e 23 drones atingiram 24 pontos do país, incluindo a capital.

Segundo Zelenski, 93% dos drones e mísseis lançados pela Rússia foram interceptados, embora ele tenha insistido que é preciso aumentar o nível de proteção antiaérea, ao mesmo tempo em que pediu uma “resposta justa” à ofensiva do Exército russo.

“A pressão sobre Moscou deve ser tal que lá sintam as consequências de seu terror. É importante que as sanções globais contra a Rússia permaneçam em vigor. A responsabilização da Rússia por esta guerra e nossa pressão por meio de sanções devem funcionar com toda a sua força”, afirmou, pedindo que a comunidade internacional “não permaneça em silêncio” diante do “terror” que a Ucrânia sofre.

Anteriormente, o presidente havia assinalado que, desde quarta-feira, a Rússia lançou “mais de 1.560 drones” contra cidades e comunidades ucranianas. “Esses, claramente, não são os atos de quem acredita que a guerra está chegando ao fim”, criticou Zelenski, que pediu aos seus parceiros que “não permaneçam em silêncio diante deste ataque”.

Nesse sentido, ele destacou que “é igualmente importante continuar apoiando a proteção do espaço aéreo” da Ucrânia e enfatizou a importância da Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia (ou PURL, na sigla em inglês), uma iniciativa da OTAN com o objetivo de que os países europeus adquiram armamento norte-americano para a defesa militar da Ucrânia.

Zelenski enfatizou que a iniciativa PURL é essencial para que “a Ucrânia possa se defender contra ataques balísticos como esses”. “Da mesma forma, a pressão sobre a Rússia deve continuar, no interesse de todos aqueles que buscam a paz”, concluiu o presidente ucraniano.

O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia juntou-se às condenações, lembrando que esses ataques coincidem com “uma reunião em Pequim entre líderes globais, na esperança de alcançar a paz e a estabilidade”, em referência ao encontro no país asiático entre os presidentes da China e dos Estados Unidos, Xi Jinping e Donald Trump, respectivamente.

“Putin responde com terror, demonstrando mais uma vez que o regime russo é uma ameaça à segurança internacional”, afirmou o ministério, que destacou que “os parceiros ucranianos devem responder de forma decisiva” e ressaltou também a importância da iniciativa PURL. “Somente o apoio contínuo e a pressão real sobre Moscou podem forçar a Rússia a pôr fim a esta guerra”, acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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