Publicado 15/05/2026 04:29

O número de mortos sobe para 24, incluindo três menores, devido ao ataque da Rússia contra Kiev

14 de maio de 2026, Kiev, Ucrânia: Equipes de resgate do Serviço Estatal de Emergências removem os escombros de um prédio residencial de nove andares danificado por um ataque com mísseis e drones russos em Kiev, na Ucrânia, em 14 de maio de 2026. A Rússia
Europa Press/Contacto/Oleksandr Klymenko

Concluem-se as operações de busca no prédio atingido, enquanto Zelenski ressalta que “uma Rússia como esta não pode ser normalizada”

MADRID, 15 maio (EUROPA PRESS) -

O número de mortos em consequência do ataque realizado na quinta-feira pelo Exército da Rússia contra a capital da Ucrânia, Kiev, aumentou para 24, entre eles três menores, conforme confirmado nesta sexta-feira pelo presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que declarou concluídas as operações de busca e resgate em um prédio residencial atingido por um míssil.

"A operação de busca e resgate no local do ataque russo contra um prédio residencial em Kiev foi concluída", disse Zelenski em uma mensagem nas redes sociais, onde especificou que "os russos praticamente demoliram uma seção inteira do prédio com seu míssil".

Assim, ele transmitiu suas condolências aos familiares das vítimas e prometeu “a assistência necessária” a todos os feridos ou àqueles que ficaram desabrigados por causa do ataque, antes de destacar que um total de 48 pessoas ficaram feridas na capital durante a onda de bombardeios de quinta-feira.

Zelenski visitou o local do ataque, de onde destacou que “o mundo deve lembrar o preço que a Ucrânia paga diariamente para que a agressão russa não se espalhe para outras nações”, ao mesmo tempo em que voltou a criticar os atos de “terrorismo selvagem” por parte de Moscou.

“Uma Rússia como esta não pode ser normalizada. Uma Rússia que destrói vidas deliberadamente e espera ficar impune”, afirmou o presidente ucraniano, que reiterou que “é necessária pressão” contra as autoridades do país euro-asiático.

Nesse sentido, ele destacou que “é a Ucrânia que defende a Europa e o mundo para que esses ataques, nos quais crianças são assassinadas, não se propaguem além”. “Por isso, o apoio aos defensores da vida deve continuar”, argumentou.

“A defesa contra mísseis balísticos é sempre necessária”, enfatizou Zelenski, que agradeceu aos parceiros que “continuam investindo” na Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia (ou PURL, na sigla em inglês) — uma iniciativa da OTAN com o objetivo de que países europeus adquiram armamento norte-americano para a defesa militar da Ucrânia — e “o desenvolvimento da coalizão antibalística”.

“Tudo isso deve ser posto em prática. Estou grato a todos aqueles que não permaneceram em silêncio e condenaram este bombardeio selvagem”, acrescentou o presidente da Ucrânia.

O ataque levou o governo da Ucrânia, mesmo antes desta atualização do balanço, a convocar o Conselho de Segurança das Nações Unidas para uma reunião que permita “responder aos assassinatos de civis ucranianos e aos ataques contra o pessoal humanitário da Rússia”, conforme anunciado horas antes nas redes sociais pelo ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga.

O chefe da diplomacia ucraniana detalhou que a Rússia lançou, nas últimas 24 horas, 675 drones e 56 mísseis sobre a cidade de Kiev, no que foi o maior ataque dos últimos dias, desde que terminou aquela espécie de trégua que as partes estabeleceram sem muita confiabilidade por ocasião do Dia da Vitória, em 9 de maio.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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