Publicado 01/09/2026 04:36

AMP. — O número de mortos nos últimos ataques da Rússia contra a Ucrânia sobe para doze, incluindo quatro em Kiev

31 de agosto de 2026, Pohreby, Região de Kiev, Ucrânia: Fumaça preta sobe de um armazém incendiado durante um ataque russo na vila de Pohreby, na região de Kiev, Ucrânia, em 31 de agosto de 2026. Pelo sexto dia consecutivo, ataques aéreos praticamente ini
Europa Press/Contacto/Kyrylo Chubotin

A Rússia alega ter realizado um “ataque em grande escala”, enquanto Zelenski ressalta que é “fundamental” receber mais “recursos antibalísticos”

MADRI, 1 set. (EUROPA PRESS) -

O número de mortos causados pela última onda de ataques do Exército russo contra a Ucrânia chegou a doze, incluindo quatro na capital, Kiev, conforme denunciou nesta terça-feira o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.

“No total, doze pessoas morreram, entre elas um cidadão indiano, e dezenas de outras ficaram feridas no ataque”, afirmou ele em uma mensagem nas redes sociais, na qual ressaltou que a Rússia utilizou “um número significativo” de drones e mísseis balísticos nessa onda de ataques.

Assim, ele especificou que um total de quatro pessoas morreram e treze ficaram feridas, além de sete mortos em um ataque a um depósito ferroviário na região de Kiev. Além disso, ocorreram ataques contra Kherson, Donetsk, Zaporizhia, Kharkiv, Chernihiv, Zhytomyr, Sumy, Odessa e Dnipropetrovsk.

“Um posto de fronteira com a Romênia sofreu danos deliberados, assim como outra infraestrutura de exportação”, lamentou Zelenski, que destacou que centenas de profissionais de emergência estão respondendo aos ataques, que também causaram danos a edifícios residenciais e à “infraestrutura civil” em vários pontos do país.

“A Rússia sempre planeja seus ataques especificamente para causar a maior destruição possível à população, e só consegue isso quando nossas capacidades de defesa aérea são insuficientes”, destacou o presidente, que reiterou seu apelo aos aliados para que aumentem o fornecimento de “capacidades antibalísticas a Kiev”.

Nesse sentido, ele reiterou que “é fundamental que esses envios aumentem neste outono”. “O número de vítimas do terrorismo russo depende diretamente de cada novo pacote de ajuda”, concluiu o presidente da Ucrânia.

A Força Aérea ucraniana informou em um comunicado que a Rússia lançou, nas últimas horas, 218 drones e mais de 25 mísseis contra o país, antes de acrescentar que “as regiões mais afetadas pelo ataque são as províncias de Odessa e Kiev”.

Além disso, destacou que os sistemas de defesa antiaérea derrubaram doze mísseis e 187 drones, embora tenham confirmado impactos em 28 pontos do país, bem como a queda de fragmentos das interceptações em outras dez áreas. “O ataque continua, já que há mais de dez drones inimigos no espaço aéreo”, alertou.

REIVINDICAÇÃO DA RÚSSIA

Por sua vez, o Ministério da Defesa russo reivindicou um “ataque maciço” com “armas de precisão e longo alcance” contra alvos do “complexo militar-industrial e empresas de energia e combustível” em Kiev e na província de Kiev, bem como contra “infraestrutura” em Odessa.

O ministério afirmou que, entre as áreas atingidas, estão “instalações de armazenamento de armas e equipamentos militares” em Odessa, bem como “um posto de fronteira e um terminal de balsa” em Orlovka, localizada na fronteira com a Romênia.

No caso de Kiev, Moscou afirmou que suas tropas atacaram “uma empresa” responsável pela “produção de componentes e ogivas explosivas para os mísseis de longo alcance Flamingo”, bem como outras instalações supostamente envolvidas na fabricação de armamento para o Exército da Ucrânia.

Além disso, as autoridades russas informaram sobre um incêndio e danos na área portuária de Ust-Luga, no Mar Báltico, local em relação ao qual o governador de Leningrado, Alexander Drozdenko, indicou que os serviços de emergência estão atuando, enquanto se continuam a coletar informações sobre as consequências desse incidente, resultante de um ataque com drones.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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