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A Rússia alega ter realizado um “ataque em grande escala”, enquanto Zelenski ressalta que é “fundamental” receber mais “recursos antibalísticos”
MADRI, 1 set. (EUROPA PRESS) -
O número de mortos causados pela última onda de ataques do Exército russo contra a Ucrânia chegou a doze, incluindo quatro na capital, Kiev, conforme denunciou nesta terça-feira o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.
“No total, doze pessoas morreram, entre elas um cidadão indiano, e dezenas de outras ficaram feridas no ataque”, afirmou ele em uma mensagem nas redes sociais, na qual ressaltou que a Rússia utilizou “um número significativo” de drones e mísseis balísticos nessa onda de ataques.
Assim, ele especificou que um total de quatro pessoas morreram e treze ficaram feridas, além de sete mortos em um ataque a um depósito ferroviário na região de Kiev. Além disso, ocorreram ataques contra Kherson, Donetsk, Zaporizhia, Kharkiv, Chernihiv, Zhytomyr, Sumy, Odessa e Dnipropetrovsk.
“Um posto de fronteira com a Romênia sofreu danos deliberados, assim como outra infraestrutura de exportação”, lamentou Zelenski, que destacou que centenas de profissionais de emergência estão respondendo aos ataques, que também causaram danos a edifícios residenciais e à “infraestrutura civil” em vários pontos do país.
“A Rússia sempre planeja seus ataques especificamente para causar a maior destruição possível à população, e só consegue isso quando nossas capacidades de defesa aérea são insuficientes”, destacou o presidente, que reiterou seu apelo aos aliados para que aumentem o fornecimento de “capacidades antibalísticas a Kiev”.
Nesse sentido, ele reiterou que “é fundamental que esses envios aumentem neste outono”. “O número de vítimas do terrorismo russo depende diretamente de cada novo pacote de ajuda”, concluiu o presidente da Ucrânia.
A Força Aérea ucraniana informou em um comunicado que a Rússia lançou, nas últimas horas, 218 drones e mais de 25 mísseis contra o país, antes de acrescentar que “as regiões mais afetadas pelo ataque são as províncias de Odessa e Kiev”.
Além disso, destacou que os sistemas de defesa antiaérea derrubaram doze mísseis e 187 drones, embora tenham confirmado impactos em 28 pontos do país, bem como a queda de fragmentos das interceptações em outras dez áreas. “O ataque continua, já que há mais de dez drones inimigos no espaço aéreo”, alertou.
REIVINDICAÇÃO DA RÚSSIA
Por sua vez, o Ministério da Defesa russo reivindicou um “ataque maciço” com “armas de precisão e longo alcance” contra alvos do “complexo militar-industrial e empresas de energia e combustível” em Kiev e na província de Kiev, bem como contra “infraestrutura” em Odessa.
O ministério afirmou que, entre as áreas atingidas, estão “instalações de armazenamento de armas e equipamentos militares” em Odessa, bem como “um posto de fronteira e um terminal de balsa” em Orlovka, localizada na fronteira com a Romênia.
No caso de Kiev, Moscou afirmou que suas tropas atacaram “uma empresa” responsável pela “produção de componentes e ogivas explosivas para os mísseis de longo alcance Flamingo”, bem como outras instalações supostamente envolvidas na fabricação de armamento para o Exército da Ucrânia.
Além disso, as autoridades russas informaram sobre um incêndio e danos na área portuária de Ust-Luga, no Mar Báltico, local em relação ao qual o governador de Leningrado, Alexander Drozdenko, indicou que os serviços de emergência estão atuando, enquanto se continuam a coletar informações sobre as consequências desse incidente, resultante de um ataque com drones.
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