Publicado 07/04/2026 16:37

Noboa acusa Petro de atentar contra a soberania do Equador após comentários sobre Jorge Glas

Archivo - Arquivo - Daniel Noboa, presidente do Equador
PRESIDENCIA DE ECUADOR - Arquivo

MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Equador, Daniel Noboa, acusou nesta terça-feira seu homólogo colombiano, Gustavo Petro, de atentar contra a soberania do país latino-americano, após comentários nos quais classificou o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas como “preso político”.

“Agora que tentam reinventar o ‘preso político’, quero ser enfático: isso constitui um atentado contra nossa soberania e uma violação do princípio da não intervenção, consagrado no artigo 19 da Carta da OEA (Organização dos Estados Americanos) e no Direito Internacional”, indicou ele nas redes sociais.

Noboa afirmou que o Equador “esperou anos para ver os corruptos responderem perante a justiça”. “Hoje, de fora, querem vender a história dos ‘presos políticos’ para encobrir o que é evidente: na prisão há um corrupto que deve responder perante o Equador”, disse ele.

O presidente destacou que Glas está na prisão “por associação ilícita no caso Odebrecht”, bem como por “suborno no caso Subornos 2012-2016” e por desvio de dinheiro “no caso Reconstrução de Manabí” após o terremoto de 2016, que deixou mais de 670 mortos.

Em resposta, Petro rebateu Noboa e reiterou mais uma vez que Glas é “um cidadão colombiano e prisioneiro político”, garantindo que “deixar uma pessoa morrer de fome, estando sob os cuidados de um governo, é um crime contra a humanidade”.

“Solicito aos organismos internacionais de Direitos Humanos que zelem por seus direitos. Seu estado de saúde já coloca sua vida em risco porque, por estar preso, não lhe deram alimentação suficiente e ele já sofre de desnutrição grave e perda de massa muscular”, argumentou.

Isso ocorre depois que Petro afirmou, horas antes, nas redes sociais, que “na América não deve haver presos políticos”. “Pedi que não houvesse presos políticos em nenhum país da América. Não há dúvida de que Jorge Glas é um preso político”, afirmou.

O ex-vice-presidente de Rafael Correa em 2013 e de Lenín Moreno em 2017 cumpre duas penas de prisão por suborno e associação ilícita nos casos Obedrecht e Soborno. Sobre ele pesa ainda uma condenação em primeira instância a treze anos de prisão pelo caso Reconstrução de Manabí.

Depois de cumprir parte de uma pena conjunta por crimes de corrupção, Glas conseguiu acesso a um regime de liberdade condicional com certas condições, até que, em dezembro de 2023, entrou na embaixada do México. Em abril de 2024, foi retirado à força daquela sede diplomática, apesar de ter recebido asilo do governo mexicano, então presidido por Andrés Manuel López Obrador.

Após sua detenção, o ex-vice-presidente foi transferido para a prisão de segurança máxima conhecida como La Roca, no sudoeste do país, e em 2025 foi condenado a 13 anos de prisão por um suposto crime de peculato no já mencionado caso “Reconstrução da província de Manabí”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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