Kay Nietfeld/dpa - Arquivo
MADRID, 29 jul. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que visitará Nova York durante sua próxima viagem aos Estados Unidos, apesar das ameaças proferidas recentemente pelo prefeito da cidade, Zohran Mamdani, que considerou abertamente a possibilidade de prender o líder israelense, contra quem pesa um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI), embora sua administração não tenha autoridade para executar tal mandado.
“Antes de mais nada, vou a Nova York. Vou dizer a verdade na cara desse representante eleito que espalha ódio”, afirmou Netanyahu durante uma entrevista à emissora de televisão Fox News, ao se referir às duras críticas de Mamdani.
Nesse sentido, ele lamentou que o prefeito esteja “colocando um grupo de nova-iorquinos contra outro”. “Ele está colocando-os contra os judeus de Nova York. Quero dizer, estamos nos anos 30? Tanto ódio. Tantas mentiras”, advertiu.
Horas depois, ele reiterou sua intenção de viajar para a cidade em um vídeo divulgado em sua conta pessoal nas redes sociais, no qual chegou a associar Mamdani a um suposto ataque com faca contra um cidadão judeu.
“Ele está incitando o ódio e o medo. Converso com judeus americanos em Nova York e, neste momento, eles estão com medo. E não acredito que seja coincidência que, depois que ele proferiu esse discurso de ódio contra Israel e contra mim, no dia seguinte um judeu tenha sido esfaqueado ao sair de uma cidade”, declarou.
Netanyahu voltou a acusar Mamdani de “comemorar” o ataque perpetrado pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) contra território israelense em 7 de outubro de 2023, uma acusação que estendeu à esposa e à família dele.
“E acredito que isso faz parte dessa linguagem de incitação ao ódio que está se alastrando em muitos círculos dos Estados Unidos, juntamente com o antissemitismo. Mas o pior é que isso está atormentando seus próprios cidadãos, seus próprios eleitores. Isso é errado (...) Ninguém vai me impedir de lutar pela verdade de Israel”, insistiu.
Netanyahu planeja viajar novamente aos Estados Unidos em setembro para participar da Assembleia Geral da ONU. Isso foi confirmado pelo próprio embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, que garantiu que comparecerá ao evento e retornará a Israel sem que ninguém possa impedi-lo.
O próprio primeiro-ministro israelense já abordou essa questão em uma entrevista anterior, durante a qual acusou Mamdani de defender abertamente os crimes do Hamas durante os ataques das milícias palestinas que deixaram 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados.
No entanto, pesa sobre Netanyahu um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra e contra a humanidade ao ordenar a ofensiva do Exército israelense contra a Faixa de Gaza, que até o momento já matou mais de 73.300 palestinos, de acordo com as autoridades de Gaza.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático