Publicado 24/04/2026 17:36

AMP.- Morre um "capacete azul" indonésio da UNIFIL, ferido num ataque lançado em março contra uma base no Líbano

Guterres alerta que esses ataques podem constituir “crimes de guerra” e lembra que já morreram seis membros das forças de paz no Líbano desde 2 de março

MADRID, 24 abr. (EUROPA PRESS) -

A Força Interina das Nações Unidas para o Líbano (FINUL) confirmou nesta sexta-feira a morte de um “capacete azul” de nacionalidade indonésia que ficou gravemente ferido em um ataque com projéteis perpetrado no final de março contra uma base em Adchit al Qusair, no sul do Líbano, no qual já havia morrido outro membro das forças de paz.

A missão indicou em um comunicado que o falecido, Rico Pramudia, ficou “ferido em estado crítico” após “a explosão de um projétil” na base na noite de 29 de março. “A FINUL transmite suas profundas condolências à família e aos amigos de Pramudia, bem como ao Exército, ao Governo e ao povo da Indonésia por esta perda trágica e irreparável”, afirmou.

“Pedimos a todos os atores que cumpram suas obrigações nos termos do Direito Internacional e garantam a segurança do pessoal e dos bens das Nações Unidas em todos os momentos”, assinalou, ao mesmo tempo em que insistiu que “os ataques deliberados contra as forças de paz constituem graves violações do Direito Internacional Humanitário e da Resolução 1701 do Conselho de Segurança, e podem constituir crimes de guerra”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou “profundamente” a morte deste membro da FINUL, o quarto de nacionalidade indonésia a falecer, e transmitiu suas “mais sinceras condolências” aos familiares, amigos e colegas do falecido, bem como às autoridades da Indonésia. “Ele deseja uma rápida e completa recuperação aos membros das forças de paz feridos”, acrescentou seu porta-voz, Stéphane Dujarric, em um comunicado enviado à imprensa.

Guterres lembrou que seis “capacetes azuis” morreram e vários outros ficaram “gravemente” feridos desde que Israel iniciou, em 2 de março, uma ampla campanha de bombardeios contra posições que atribui ao partido-milícia xiita libanês Hezbollah, depois que esse grupo lançou uma série de ataques em retaliação à morte do aiatolá Ali Khamenei, ex-líder supremo iraniano, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.

O líder português exigiu que ambas as partes “cumpram suas obrigações nos termos do Direito Internacional e garantam a segurança do pessoal das Nações Unidas”. Nesse sentido, ele lembrou que os ataques contra membros da FINUL “constituem graves violações do Direito Internacional Humanitário e da Resolução 1701 do Conselho de Segurança” e alertou que poderiam ser considerados “crimes de guerra”, pelo que pediu que todos eles sejam investigados “com prontidão” e que os responsáveis prestem contas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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