Publicado 29/09/2025 14:57

AMP - Ministro das Relações Exteriores da Colômbia renuncia a visto americano em 'ato de dignidade' após veto de Petro

Imagem de arquivo da ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Rosa Villavicencio, durante uma reunião ministerial da CELAC com a Índia.
MINISTERIO DE EXTERIORES DE COLOMBIA EN X

O ministro do Interior não descarta outras isenções de visto por outros ministros

MADRID, 29 set. (EUROPA PRESS) -

A ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Rosa Villavicencio, anunciou na segunda-feira que renunciou ao visto concedido pelos Estados Unidos como um gesto de solidariedade com o presidente colombiano, Gustavo Petro, que teve seu visto retirado pela administração de Donald Trump por declarações nas quais ele instou os soldados americanos a desobedecer às ordens do ocupante da Casa Branca.

"Como ministro das Relações Exteriores, decidi renunciar ao meu visto americano. É um ato de dignidade diante da inaceitável decisão de revogar o visto do presidente da Colômbia. Nossa soberania não se ajoelha. A Colômbia respeita a si mesma", declarou ela em seu perfil na rede social X.

Posteriormente, seu gabinete emitiu uma declaração justificando a "renúncia irrevogável" do chefe da diplomacia colombiana como "um ato de coerência política, pela dignidade" do país "e em rejeição à interferência estrangeira". "Nem os vistos diplomáticos que limitam as opiniões nem o cerceamento da soberania", acrescentou.

"Os Estados Unidos, ao violar as normas diplomáticas internacionais e atropelar nossa imunidade, se apresenta como juiz e parte de sua própria arbitrariedade. Com essa decisão, confirmam sua intenção de condicionar a soberania colombiana", assegurou a pasta ministerial.

Nesse sentido, ressaltou que não aceita "que uma potência estrangeira decida quem pode falar ou participar de órgãos internacionais em nome do Estado colombiano". "A dignidade de nossa nação não é negociável", acrescentou.

Por fim, ele defendeu as ações de Villavicencio: "A ministra confirma que sempre agiu com lealdade ao país, e reafirma que a Colômbia continuará avançando, independente, com total autonomia para levantar sua voz onde quer que considere justo e necessário".

O ministro do Interior da Colômbia, Armando Benedetti, não descartou a possibilidade de outros membros do executivo renunciarem ao visto, embora tenha indicado que as decisões a esse respeito serão "avaliadas com responsabilidade e anunciadas em tempo hábil, sempre em defesa da soberania nacional".

"É possível. Deve haver solidariedade por parte de todo o gabinete e dos funcionários do governo nacional que estão comprometidos com o presidente diante dessa remoção injusta ou inadequada de vistos, que tem uma conotação política no âmbito das Nações Unidas que nunca deveria ter acontecido", disse ele em declarações à mídia.

A decisão do governo Trump foi em resposta aos comentários de Petro em uma marcha pró-palestina em Nova York, da qual ele participou e na qual pediu aos soldados dos EUA que "não apontassem seus rifles para a humanidade". Depois disso, Bogotá propôs a transferência da sede da ONU para um local "neutro" e que a própria ONU fosse responsável pela emissão de autorizações de entrada.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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