Publicado 04/01/2026 11:03

AMP - Manifestantes protestam contra a detenção de Maduro na Embaixada dos EUA em Madri: "Terroristas ianques".

Dezenas de pessoas durante uma manifestação contra a agressão dos EUA à Venezuela, em frente à Embaixada dos EUA, em 4 de janeiro de 2026, em Madri (Espanha). A manifestação, convocada pela Izquierda Revolucionaria e pela União dos Estudantes, foi realiza
Diego Radamés - Europa Press

MADRID 4 jan. (EUROPA PRESS) -

Mil pessoas, de acordo com a Delegação do Governo e mais de 2.000 de acordo com a CGT, manifestaram-se neste domingo em frente à Embaixada dos Estados Unidos em Madri contra a intervenção norte-americana na Venezuela, que descreveram como "completamente ilegítima", de acordo com o porta-voz da Plataforma de Madri contra a OTAN, Ángel Descalzo.

Descalzo garantiu que "o futuro da América Latina deve ser decidido pelos próprios povos latino-americanos" e criticou o fato de os Estados Unidos estarem "claramente buscando os recursos naturais da Venezuela, que são petróleo, gás e água doce".

O comício ocupou quase um quarteirão da Calle Serrano, na calçada em frente à Embaixada dos EUA em Madri, e contou com a presença de uma forte presença policial, que vigiou a área para evitar que as pessoas atravessassem a rua.

Os manifestantes, que vieram vestidos com bandeiras venezuelanas e palestinas, expressaram sua rejeição ao "ataque imperialista" dos EUA contra a Venezuela e pediram "a saída dos ianques da Venezuela", a libertação de Nicolás Maduro e o fechamento da Embaixada dos EUA na Espanha, enquanto cantavam "Bases fora, OTAN não", "Estados Unidos, assassinos" ou "Ianques de merda, vão se foder".

ELES CLASSIFICARAM O GOVERNO ESPANHOL COMO "CÚMPLICE".

Os manifestantes acusaram o governo espanhol de ser "cúmplice" da situação, como disse Emilio, um dos manifestantes que se reuniram neste domingo em Madri, à Europa Press.

Ele também criticou a "ambiguidade" do governo de Pedro Sánchez, que acusou de "tentar estar em dois lados" e de "não respeitar o direito internacional" ou "impedir esses crimes", ao mesmo tempo em que, segundo ele, continua a "colaborar com os Estados Unidos por meio da OTAN e de acordos comerciais".

"A detenção de Maduro é mais um crime do imperialismo norte-americano. Os Estados Unidos não têm o direito de intervir em um país estrangeiro e colocar ou remover um presidente, seja ele bom ou ruim", insistiu.

Por sua vez, Véronica, outra das participantes, disse que eles querem "que os ianques saiam do mundo, porque eles são os idiotas do momento".

APOIADO POR PODEMOS E IZQUIERDA UNIDA

O protesto foi apoiado pela secretária-geral do Podemos, Ione Belarra, que descreveu o que aconteceu ontem na Venezuela como "terrorismo de Estado", como ela disse em declarações à mídia no início da manifestação, onde se referiu a Trump como "o Hitler do nosso tempo".

"Devemos mais uma vez sair às ruas deste país para gritar não à guerra, para exigir o fim das intervenções militares ilegais dos Estados Unidos e de Donald Trump, o fim das guerras pelo petróleo", disse Belarra, ao lamentar "a atitude da Comissão Europeia e particularmente do governo espanhol, que em suas declarações está mais uma vez se comportando como um verdadeiro lacaio dos Estados Unidos".

O secretário geral do Partido Comunista da Espanha (PCE), porta-voz adjunto da Sumar e porta-voz da Izquierda Unida (IU) no Congresso, Enrique Santiago, também participou da reunião, exigindo que o governo adote "uma posição mais enérgica" contra os Estados Unidos pelas "violações do direito internacional" que, segundo ele, os EUA estão cometendo.

"Temos que sair da OTAN e devemos impedir o rearmamento, os gastos com financiamento para empresas de armas americanas ou ligadas aos Estados Unidos", exigiu Santiago.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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