Europa Press/Contacto/Moaz Abu Taha
MADRID 15 maio (EUROPA PRESS) -
Pelo menos 82 pessoas morreram na Faixa de Gaza como resultado dos últimos bombardeios realizados pelo exército israelense na noite de ontem e na manhã desta quinta-feira em diferentes localidades, principalmente na cidade de Khan Yunis, no sul do enclave palestino.
Cerca de 30 dessas mortes foram registradas em Khan Younis, onde as forças israelenses têm atacado casas e acampamentos para pessoas deslocadas. Dezenas de feridos foram transferidos para o Hospital Nasser, informou a agência de notícias palestina WAFA.
Várias outras mortes foram confirmadas em Rafah, ou Khuza, também localizada no sul da Faixa, bem como em outras localidades no norte, como Beit Lahia, ou Jabalia, além da Cidade de Gaza.
Como resultado desses novos bombardeios, o Hospital Europeu de Gaza, localizado em Khan Younis e o único com capacidade para prestar atendimento médico a pacientes com câncer, foi desativado.
O bombardeio contínuo causou danos significativos não apenas à infraestrutura do hospital, mas também às estradas de acesso e rodovias que levam ao hospital. Seu fechamento significa a interrupção de serviços especializados, como neurocirurgia, cirurgia torácica e cardiovascular e oftalmologia.
Israel intensificou seus ataques nas últimas semanas depois de romper unilateralmente o cessar-fogo em retaliação à suposta obstrução do Hamas às negociações com reféns.
Paralelamente, o governo israelense vem impedindo, há mais de dois meses, a entrega de ajuda essencial, cuja gestão pretende agora administrar sem o controle das organizações humanitárias e dos escritórios da ONU.
De acordo com o último balanço fornecido pelas autoridades de saúde da Faixa de Gaza, cerca de 53.000 palestinos foram mortos e 119.900 ficaram feridos como resultado dos ataques israelenses à Faixa de Gaza em retaliação aos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.
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