Publicado 21/08/2025 06:18

AMP - Lituânia está pronta para enviar forças de paz à Ucrânia como garantia de segurança

A Ucrânia relata que pelo menos três países já deram sinal verde para sua instalação militar

4 de agosto de 2025, Vilnius, Lituânia: O presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, faz uma declaração à imprensa após a reunião com o presidente de Israel, Isaac Herzog, no Palácio Presidencial. O presidente israelense Isaac Herzog chegou à Lituânia para
Europa Press/Contacto/Yauhen Yerchak

MADRID, 21 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, confirmou sua disposição de enviar tropas para a Ucrânia como parte do contingente europeu de manutenção da paz, que está sendo considerado como uma das garantias de segurança exigidas por Kiev quando um acordo de paz com a Rússia for alcançado.

"Estamos prontos para contribuir tanto quanto o mandato do Seimas - parlamento - permitir, tanto com o envio de soldados da paz quanto com o fornecimento de nosso próprio equipamento militar", disse Nauseda em uma entrevista à emissora lituana TV3.

No entanto, Nauseda reconheceu que ainda é "muito cedo para falar sobre isso", já que a chamada "coalizão dos dispostos" ainda não estabeleceu um plano de ação. "Ele será implementado somente se a paz for garantida", disse ele na televisão lituana.

Nauseda ressaltou que, com base nisso, talvez não seja necessário que a Lituânia envie suas próprias tropas para o território ucraniano. "Talvez eles nos peçam outras coisas", disse ele.

De qualquer forma, ele explicou que o contingente que a Lituânia enviaria à Ucrânia "não seria significativamente diferente" daquele que, por exemplo, foi enviado ao Afeganistão, com aproximadamente 200 soldados.

Por sua vez, as autoridades ucranianas anunciaram que pelo menos três países autorizaram o envio de seus militares como parte dessas medidas de segurança, o que o presidente Volodimir Zelenski enfatizou mais uma vez.

O chefe do gabinete presidencial ucraniano, Andri Yermak, confirmou que "três países estão prontos para enviar soldados", que poderiam incluir a Alemanha, o Reino Unido e a França, de acordo com uma entrevista ao jornal italiano 'Corriere della Sera'.

Yermak explicou que qualquer envio deve ser coordenado com os Estados Unidos, que já descartou o uso de suas tropas na chamada "coalizão dos dispostos", "para manter a unidade e desenvolver regras comuns de engajamento".

"Certamente teremos tropas aliadas em nosso território", disse o conselheiro de Zelenski, que, no entanto, não se atreveu a oferecer uma cifra de quantos militares estrangeiros a Ucrânia poderia receber sob esse plano.

A "coalizão dos dispostos" é uma iniciativa liderada pela França e pelo Reino Unido para enviar tropas europeias à Ucrânia como garantia de segurança após a assinatura de um hipotético acordo de paz, que poucos países apoiaram até agora, com exceção dos países bálticos e alguns outros, embora com nuances.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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