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MADRID 13 jul. (EUROPA PRESS) -
Líderes de dez países, incluindo a Espanha e a Ucrânia, lançaram nesta segunda-feira, em uma cúpula em Paris, uma coalizão com o objetivo de reforçar a capacidade antiaérea do continente europeu.
O presidente do Governo, Pedro Sánchez, atendeu nesta segunda-feira ao convite do presidente da França, Emmanuel Macron, que, em uma cúpula internacional, lançou essa iniciativa que engloba a Dinamarca, a França, a Alemanha, a Itália, os Países Baixos, a Noruega, a Espanha, a Suécia e o Reino Unido, além da Ucrânia.
“Reconhecendo a crescente ameaça representada pelos mísseis balísticos e a importância cada vez maior das capacidades de defesa para a segurança do continente europeu, anunciamos hoje o início da formação de uma coalizão integrada de defesa contra mísseis balísticos, de caráter exclusivamente defensivo”, afirmou uma declaração conjunta dos líderes dos países participantes da iniciativa.
Como ponto de partida, esse grupo tem como objetivo “desenvolver, o mais rapidamente possível, uma capacidade de defesa contra mísseis balísticos”, enfatizando que a Europa precisa de uma “solução abrangente baseada em uma arquitetura integrada de defesa antimísseis que permita dissuadir e neutralizar futuras ameaças de mísseis por meio do esforço coletivo, da abertura tecnológica e de uma cooperação industrial baseada na confiança”.
De qualquer forma, este projeto visa complementar os sistemas de defesa contra mísseis balísticos “já existentes”, “incluindo as soluções soberanas europeias já adquiridas ou que venham a ser adquiridas no futuro pelos países participantes”.
O encontro reúne igualmente representantes da base industrial de defesa, ator-chave para o desenvolvimento desse tipo de capacidade em nível europeu. A declaração ressalta igualmente a importância de compartilhar a pesquisa e a experiência operacional. “Aspiramos construir uma capacidade compartilhada de defesa contra mísseis balísticos para a Europa e apoiar as atividades pertinentes que contribuam para esse objetivo. Fazemos isso não contra nenhum povo, mas em defesa do nosso”, conclui a declaração dos dez líderes, que destaca a “experiência única” de Kiev ao enfrentar a “guerra de agressão” da Rússia.
REQUISITOS COMUNS
Quanto às questões práticas, o grupo de países se propõe “estabelecer requisitos operacionais comuns, criar grupos de trabalho técnicos conjuntos, definir mecanismos claros de governança e elaborar um roteiro” para que a coalizão cumpra seus objetivos de dispor de capacidades operacionais.
“Procuraremos apoiar atividades conjuntas de pesquisa e desenvolvimento no âmbito do projeto emblemático, incluindo a exploração de oportunidades adequadas de financiamento, e promoveremos um intercâmbio reforçado de dados e informações”, indicou a declaração dos membros fundadores do bloco, que insistem que a coalizão está aberta a incorporar mais países.
SÁNCHEZ DEFENDE O FORTALECIMENTO DAS CAPACIDADES COMUNS POR MEIO DA INOVAÇÃO
Sánchez anunciou que a Espanha fará parte dessa coalizão antimísseis para continuar fortalecendo as “capacidades comuns”, conforme indicou em uma mensagem nas redes sociais divulgada pela Europa Press.
“A segurança da Europa também se constrói a partir da inovação e da colaboração com as empresas”, afirmou ele durante a reunião dos voluntários em Paris. “Cooperar é a melhor maneira de enfrentar os desafios do presente e do futuro”, destacou.
Por sua vez, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que fez alusão ao “FREYJA” — como o projeto será conhecido por sua sigla —, afirmou que a reunião em Paris “pode e deve se tornar um marco histórico”. “A Europa precisa de mais defesa antibalística: sólida, confiável e mais econômica do que outros sistemas”, avaliou ele, ressaltando que esse passo representa um avanço no “sistema e nos interceptores necessários” para reforçar a segurança europeia.
Por sua vez, o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, prometeu que Estocolmo e a fabricante Saab “desempenharão um papel fundamental no reforço da segurança europeia”.
“Precisamos fazer mais, como Europa, para manter nosso continente, nosso povo e nossa infraestrutura seguros. Devido ao rápido aumento na produção de mísseis balísticos pela Rússia, é fundamental que possamos nos defender contra essa ameaça”, afirmou, por sua vez, seu colega da Holanda, Rob Jetten, que elogiou a coalizão por “unir forças no âmbito da tecnologia e da indústria de defesa para alcançar um escudo compartilhado contra mísseis balísticos”.
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