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MADRID, 10 jul. (EUROPA PRESS) -
O líder dos rebeldes Houthi do Iêmen, Abdulmalik Badredin al Huti, disse na quinta-feira que os recentes ataques no Mar Vermelho são "uma lição clara para todas as empresas de navegação que transportam mercadorias" para Israel.
"Algumas empresas de navegação começaram a violar a proibição e a enviar navios para o porto de Eilat, ignorando a proibição e acreditando que isso pode passar despercebido", disse ele em um discurso divulgado pela estação de televisão Al Masirah do Iêmen, que é ligada ao grupo islâmico.
Nesse sentido, ele indicou que a proibição de navegar contra navios que transportam ou beneficiam as autoridades israelenses no Mar Vermelho, no Golfo de Áden e no Mar da Arábia continua em pleno vigor dentro da estrutura da posição "firme, religiosa e moral" dos rebeldes de apoio ao povo palestino.
"Não permitiremos a reabertura do porto de Eilat e nossa postura é firme", reiterou o líder houthi, acrescentando que nesta semana suas forças realizaram 45 operações com mísseis hipersônicos, drones e navios.
PREOCUPAÇÃO COM A ESCALADA
O enviado especial da ONU para o Iêmen, Hans Grundberg, expressou preocupação com a recente escalada da violência no Mar Vermelho e expressou suas condolências às famílias das vítimas, além de desejar uma "rápida recuperação" aos feridos e pedir o "retorno seguro" dos desaparecidos.
"Esses incidentes destacam os riscos crescentes para a vida de civis, a navegação internacional e a estabilidade regional", enfatizou Grundberg, referindo-se aos incidentes envolvendo os navios 'MV Eternity C' e 'MV Magic Seas'.
Nesse sentido, ele lembrou que tais ataques a navios comerciais "violam o direito marítimo internacional e a resolução 2722 adotada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, e pediu respeito à "liberdade de navegação".
Grundberg também alertou sobre o risco potencial de "danos ambientais", incluindo "poluição marinha" e outras consequências. Por fim, ele pediu que os rebeldes parassem com os ataques, que "correm o risco de aumentar as tensões" na região.
A missão naval da União Europeia no Mar Vermelho, 'Aspides', confirmou nesta quinta-feira o resgate de dez tripulantes do cargueiro 'MV Eternity C', que foi atacado por rebeldes houthis no sul do Mar Vermelho, em um evento no qual parte da tripulação foi morta e outra foi detida por milícias iemenitas.
Isso ocorre após uma onda de ataques a embarcações internacionais na costa do Iêmen, depois de um ataque semelhante com metralhadoras que afundou o navio de carga "MV Magic Seas" um dia antes. Nesse caso, a Operação Atalanta, a missão naval antipirataria da União Europeia no Oceano Índico, agiu para resgatar os 22 tripulantes.
Os houthis, que controlam a capital do Iêmen, Sana'a, e outras áreas no norte e no oeste do país desde 2015, lançaram vários ataques contra o território israelense e contra navios com algum tipo de conexão israelense na esteira da ofensiva desencadeada contra Gaza após os ataques perpetrados em 7 de outubro pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
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