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MADRID, 9 abr. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, pediu ao seu homólogo paquistanês, Shehbaz Sharif, que garanta que a trégua inclua o Líbano, embora este último tenha se limitado a condenar os ataques de Israel e a prometer que continuará trabalhando pela paz nas próximas conversas em Islamabad entre Washington e Teerã.
O gabinete do primeiro-ministro libanês informou nesta quinta-feira que Salam pediu a Sharif, durante uma ligação, que “garantisse que o cessar-fogo incluísse o Líbano para evitar que se repetissem os ataques israelenses” das últimas horas, que deixaram mais de 200 mortos.
Por sua vez, o líder paquistanês limitou-se a condenar os ataques e a garantir que Islamabad continuará trabalhando “para alcançar a paz e a estabilidade na região”, segundo a breve nota do gabinete do primeiro-ministro libanês, publicada nas redes sociais.
Por sua vez, Sharif afirmou ter transmitido a Salam sua “veemente condenação” aos ataques israelenses, embora não tenha dado detalhes sobre a inclusão do Líbano nesta trégua de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã, anunciada na terça-feira pelo próprio primeiro-ministro paquistanês.
Sharif apresentou suas condolências ao seu homólogo libanês “pela perda de milhares de vidas” no país como resultado desta nova ofensiva, que decorre dos ataques lançados no último dia 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
“Reafirmei o compromisso do Paquistão em avançar nos esforços de paz, incluindo facilitar o diálogo por meio das próximas conversas entre o Irã e os Estados Unidos em Islamabad”, informou ele em uma mensagem nas redes sociais.
O primeiro-ministro do Paquistão mostrou-se “grato” ao seu homólogo libanês por reconhecer os esforços de paz do Paquistão, ao mesmo tempo em que destacou a necessidade de colaborarem continuamente para “garantir o fim imediato dos ataques contra o Líbano e seu povo”.
Essa conversa ocorre em um momento em que não está claro se a trégua entre os Estados Unidos e o Irã também inclui o Líbano, que não deixou de ser alvo dos ataques de Israel desde que o cessar-fogo foi anunciado nesta semana.
O Paquistão, que afirmou que a trégua envolvia as partes e seus aliados, incluindo o Líbano, pediu nas últimas horas à comunidade internacional que pressione Israel para que ponha fim aos ataques que já deixaram mais de 1.500 mortos.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não deu sinais de que desistirá de sua campanha militar no Líbano e a justificou pela suposta ineficácia do governo libanês em acabar com o partido-milícia xiita Hezbollah. Enquanto isso, as advertências do Irã sobre a possibilidade de que a trégua seja quebrada se os ataques ao Líbano continuarem foram minimizadas por Washington, que considera uma “bobagem” que Teerã renuncie ao diálogo por causa de outro país que “não tem nada a ver com eles”.
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