Publicado 07/07/2026 15:55

AMP. – Le Pen anuncia que será candidata às eleições presidenciais de 2027 após a redução de sua pena

Archivo - Arquivo - 1º de maio de 2026: Marine Le Pen participa do grande comício da Agitação Nacional pelo Dia do Trabalho em Mâcon (França), em 1º de maio de 2026. Foto: Sandrine Thesillat / PsNewZ
Europa Press/Contacto/Sandrine Thesillat - Arquivo

MADRID 7 jul. (EUROPA PRESS) -

A líder da Agrupação Nacional, Marine Le Pen, anunciou nesta terça-feira que se candidatará novamente pelo partido às eleições presidenciais de abril de 2027, depois que o Tribunal de Apelação de Paris reduziu a pena imposta a ela por desvio de fundos europeus.

“Não há nenhum cenário em que eu não possa me candidatar em 2027”, afirmou a líder da extrema direita francesa em entrevista à emissora TF1, para justificar que concorrerá às eleições apesar de ter sido condenada e ressaltar que espera que o Tribunal de Cassação “não cometa um erro” e anule a sentença de três anos de prisão e 15 meses de inelegibilidade.

“Como tenho a possibilidade de interpor recurso de cassação, algo que não ocorria necessariamente nas outras hipóteses, e como o recurso de cassação suspende os efeitos da sentença, farei campanha sem usar uma pulseira eletrônica”, argumentou ela, dissipando as dúvidas sobre seu futuro político após o anúncio da sentença nesta terça-feira.

De qualquer forma, a líder da Agrupação Nacional ressaltou que conta com a “confiança” dos franceses, por isso indicou que serão os eleitores que “terão a última palavra”. “Eles terão a liberdade de escolher. Eles terão a última palavra”, afirmou.

Nesse sentido, ela defendeu que forma uma “dupla vencedora” com Jordan Bardella, presidente do partido e eurodeputado que era visto como o favorito para ser o candidato caso Le Pen acabasse se afastando.

A política francesa, que já concorreu três vezes às eleições, destacou Bardella como “equilibrado, coerente e sólido”. “Acredito que a dupla política que formamos pode realmente mudar as coisas. Pode representar um novo impulso para o nosso país e mudar o dia a dia dos franceses”, afirmou.

Sobre os eixos de sua campanha para as eleições — às quais o atual presidente, Emmanuel Macron, já não poderá concorrer —, Le Pen adiantou que deseja “liberar o gigante que é a França e permitir que ela recupere seu lugar” no cenário internacional, ao mesmo tempo em que se propõe a “mudar o dia a dia dos franceses”.

“Seja na educação, na saúde, na proteção das crianças, na insegurança em geral ou na desindustrialização, não há mais nada que funcione corretamente em nosso país”, criticou ela, enfatizando que espera dar resposta às angústias dos franceses. “Com toda a tranquilidade e serenidade: não, isso não é uma fatalidade”, afirmou.

CONDENÇÃO POR DESVIO DE FUNDOS NO PARLAMENTO EUROPEU

A sentença desta terça-feira confirma três anos de prisão e 15 meses de inelegibilidade contra Le Pen, embora estabeleça que, dos três anos de prisão, dois foram suspensos e um deverá ser cumprido com tornozeleira eletrônica. Além disso, do total de 45 meses de inelegibilidade que lhe foram impostos, 30 também foram suspensos, enquanto os 15 meses decorridos desde sua sentença em março já foram considerados cumpridos.

O tribunal estima que o valor dos recursos desviados do Parlamento Europeu ascenda a 2,8 milhões de euros. Assim, ordenou que os réus indenizem o Parlamento por essas “perdas financeiras”, ligadas a uma rede de falsos assessores parlamentares por meio da qual desviaram recursos da União Europeia.

Além disso, o tribunal concluiu que o crime de desvio de fundos públicos, tal como definido pelo Código Penal francês, se aplica efetivamente aos membros do Parlamento Europeu, uma vez que são pessoas a quem “é confiada uma missão de serviço público”.

Em março, Le Pen foi condenada a quatro anos de prisão, dos quais dois são definitivos e a serem cumpridos em liberdade condicional, ao pagamento de uma multa de 100.000 euros e a cinco anos de inelegibilidade — penas semelhantes às recebidas pelos outros oito representantes eleitos condenados.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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