Publicado 19/06/2026 14:04

AMP. – Lavrov critica a prorrogação das sanções da UE como mais uma tentativa de forçar a Rússia a se render

O ministro das Relações Exteriores da Rússia não descarta que os EUA mudem novamente de abordagem em relação à Ucrânia

MADRID, 19 jun. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, criticou nesta sexta-feira que a prorrogação das sanções impostas pela União Europeia contra Moscou devido à guerra na Ucrânia envia “mais um sinal” de que o que a Europa busca é a “capitulação da Rússia”.

Os líderes da União Europeia aprovaram nesta quinta-feira a prorrogação por mais um ano, até maio de 2027, das sanções aplicadas a amplos setores da economia russa em resposta à invasão da Ucrânia.

É a primeira vez que a prorrogação é de 12 meses, e não de seis, como vinha ocorrendo quando o agora ex-primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, próximo a Moscou, representava seu país no Conselho, que optou por ampliar o prazo de vigência das medidas.

“Ontem, na cúpula da UE, decidiram prorrogar as sanções contra a Rússia não por seis meses, como vinham fazendo até agora, mas por um ano”, lembrou Lavrov em entrevista coletiva com sua homóloga de Madagascar, Alice Ndiaye, conforme noticiado pela agência de notícias russa TASS.

“Ao que parece, isso envia mais um sinal de que a Europa está levando a Rússia a sério e de que a Rússia deve capitular” no que se trata, na opinião do ministro das Relações Exteriores russo, de uma “tática muito estranha”. “Isso poderia ser qualificado de tudo, menos de política normal e diplomacia normal”, observou ele.

“SURPRESO” COM O APOIO DOS EUA À UCRÂNIA

Por outro lado, Lavrov disse estar “surpreso” com as declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, nas quais ele destacou o apoio que Washington oferece à Ucrânia, em uma recente audiência perante a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.

“Recentemente, meu colega Marco Rubio, em uma audiência no Congresso, afirmou, para nossa surpresa, que os Estados Unidos não podem atuar como mediadores nas questões ucranianas porque apoiam plenamente a Ucrânia”, disse Lavrov.

A verdade é que Rubio destacou que os Estados Unidos não são um “mediador imparcial”, uma vez que fornecem armas a Kiev. Nesse sentido, Lavrov destacou que os Estados Unidos não apenas apoiam a Ucrânia ao prorrogar as sanções do governo anterior de Joe Biden, mas também ao aplicar suas próprias sanções e novos planos de armamento.

Com tudo isso, em Moscou há “a sensação de que poderia haver outra mudança na abordagem dos Estados Unidos” para mediar o conflito, “como já ocorreu após a reunião em Anchorage, onde foram alcançados os acordos”, disse Lavrov, referindo-se à cúpula realizada em agosto do ano passado nessa cidade do Alasca.

A Rússia tem enfatizado em várias ocasiões, desde então, que está totalmente comprometida com esses acordos, que incluem concessões territoriais bastante drásticas para a Ucrânia — às quais Kiev se opõe, como era de se esperar —, além de outras questões, como o veto definitivo às aspirações ucranianas de aderir à OTAN ou de recuperar a península da Crimeia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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