Publicado 21/05/2026 10:03

O Kremlin esclarece que Putin não propôs o ex-ministro das Relações Exteriores Schroeder como mediador na guerra com a Ucrânia

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 6 de junho de 2024, Berlim: O ex-chanceler alemão Gerhard Schröder está em um elevador no Tribunal Administrativo Superior de Berlim-Brandemburgo (OVG) após a audiência no julgamento sobre a perda de seu mandato no Bundesta
Christoph Soeder/dpa - Arquivo

MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -

O Kremlin esclareceu nesta quinta-feira que o presidente russo, Vladimir Putin, não propôs o ex-chanceler da Alemanha, Gerhard Schroder, como mediador europeu em hipotéticas negociações de paz, mas apenas citou um nome em resposta a uma pergunta da imprensa.

“Putin não propôs Schroder. Os jornalistas perguntaram quem, em sua opinião, seria preferível. Ele respondeu que, na sua opinião, seria Schroder”, esclareceu o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, segundo informa a agência de notícias russa Interfax.

Assim, ele enfatizou que “Putin não impulsionou nenhuma iniciativa desse tipo”, a qual não só foi rejeitada pela Ucrânia e pela própria Alemanha, mas também, e de forma ampla, por seus parceiros em Bruxelas. “Isso não seria muito inteligente”, avaliou a Alta Representante da UE para a Política Externa, Kaja Kallas.

No entanto, Peskov também destacou que esse tipo de debate está surgindo na Europa, quando “há apenas alguns meses nem sequer estava ocorrendo”, deixando entrever o interesse dos parceiros de Kiev em Bruxelas em participar de negociações que, por enquanto, lhes são vedadas.

“Nas últimas três ou quatro semanas, ouvimos declarações do senhor Stubb”, observou ele, referindo-se ao presidente finlandês, “e também de Berlim de que, mais cedo ou mais tarde, será necessário dialogar diretamente com os russos”, disse ele.

“Os russos estão dispostos a dialogar. Acreditamos que dialogar é sempre melhor do que recorrer ao confronto total, que é exatamente o que os europeus estão fazendo agora. Se essa atitude dos europeus mudar em favor do diálogo, nós a receberemos de braços abertos”, afirmou Peskov.

Negociações às quais Peskov se referiu e que continuam sem apresentar avanços significativos, nas quais os Estados Unidos atuam como mediadores, embora permaneçam paralisadas devido ao conflito em curso no Irã, em um momento em que o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaça retomar os ataques caso não se chegue a um acordo o mais rápido possível.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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