Publicado 19/03/2025 14:39

AMP - Kallas prioriza a entrega de munio de artilharia diante da falta de apoio ao plano de 40 bilhes

BRUXELAS 19 mar. (EUROPA PRESS) -

A Alta Representante da Unio Europeia, Kaja Kallas, disse na quarta-feira que o envio de dois milhes de cartuchos de munio de artilharia para a Ucrnia era uma prioridade, dada a falta de apoio sua iniciativa para que a UE-27 alocasse 40 bilhes de euros para fortalecer a Ucrnia, em meio s negociaes entre os Estados Unidos e a Rússia e quando a ajuda militar dos EUA poderia vacilar.

No mbito do "livro branco", o documento que orientará o aumento dos gastos com defesa na Europa, Bruxelas aponta diretamente para a proposta de Kallas e, sem mencionar números, enfatiza o fornecimento de munio de artilharia "com uma meta mínima de dois milhes de cartuchos por ano".

"Há uma necessidade crítica de curto prazo de financiar totalmente as entregas de munio para a Ucrnia até 2025, inclusive por meio de doaes e aquisies incentivadas de estoques. Garantir entregas estáveis exige compromissos financeiros agora", afirma o documento de Bruxelas.

Em uma coletiva de imprensa durante a apresentao da iniciativa, o ex-primeiro-ministro da Estnia mencionou especificamente o fornecimento de dois milhes de obuses para o exército ucraniano, bem como a defesa antiaérea, drones e o treinamento das tropas ucranianas, sem mencionar o plano de 40 bilhes.

"Independentemente das negociaes de paz em andamento na Ucrnia, esse é um investimento de longo prazo. A Ucrnia precisa se armar para evitar futuros ataques. E, para isso, precisamos de um plano de longo prazo", argumentou, embora no tenha se referido ao seu plano de um instrumento voluntário para que os Estados membros dobrem a ajuda militar a Kiev até 2025.

O movimento da UE é interpretado pelo chefe da diplomacia como uma forma de se concentrar em uma medida concreta que a UE pode mobilizar rapidamente, diante das dificuldades enfrentadas por seu plano depois que vários estados-membros rejeitaram a distribuio do fundo de acordo com o peso econmico de cada país participante.

"Nem todos os Estados membros querem contribuir com sua parte da riqueza. Isso é um fato", informaram fontes diplomáticas, explicando que alguns países enfatizam que as contribuies devem ser voluntárias. O instrumento de Kallas prope que o montante total seja distribuído de acordo com o peso econmico de cada país participante, o que significaria que a Espanha receberia cerca de 8,68% do fundo, ou seja, mais de 3 bilhes de euros.

Esse valor é significativamente maior do que o anunciado pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, que, em sua visita Ucrnia por ocasio do terceiro aniversário da invaso, prometeu 1 bilho para a Ucrnia, igualando o valor destinado em 2024.

Na reunio dos ministros das Relaes Exteriores da UE na segunda-feira, o ministro das Relaes Exteriores, Unio Europeia e Cooperao, José Manuel Albares, garantiu que a Espanha está dando o exemplo na assistncia militar Ucrnia e no precisou de uma proposta do Alto Representante para anunciar seu pacote de ajuda militar Ucrnia para este ano. Quanto questo de saber se o governo aumentaria seu compromisso com base na distribuio proposta pela UE, Albares jogou o beb fora junto com a água do banho, afirmando que "no há distribuio no momento", depois de alegar que a proposta ainda está em fase de discusso na UE-27.

Juntamente com a Espanha, a Itália também mostrou sua relutncia em relao ao plano depois que o chefe de relaes exteriores, Antonio Tajani, pediu tempo para estudar a medida. "Antes de qualquer deciso ser tomada, precisamos saber de tudo, incluindo o diálogo entre Trump e Putin, a meta de 2% da OTAN e os planos de segurana de Ursula von der Leyen. Temos que estudar a proposta", disse ele aos repórteres.

Fontes consultadas em Bruxelas apontam para a falta de trao do plano de Kallas devido falta de entusiasmo que ele gera entre países como Frana, Itália e Espanha. Assim, embora se reconhea que o Alto Representante queira aumentar a ajuda Ucrnia, os grandes países da UE reivindicam sua própria assistncia bilateral e duvidam que o chefe da diplomacia da UE tenha um papel de coordenao a desempenhar.

Os estados-membros do sul da Europa esto no centro das atenes depois que as potncias que mais ajudam a Ucrnia lamentam que a assistncia a Kiev já funcione "de fato" como uma "coalizo dos dispostos", uma vez que os países do leste e do centro da Europa arcam com a maior parte do nus das entregas militares.

Em contraste com isso, a iniciativa definhou devido fraca obrigao de compromisso dos estados-membros, que tero muitas formas diferentes de apoio, o que pode, em última análise, impedi-los de fazer mais contribuies a Kiev.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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