MADRID, 18 mar. (EUROPA PRESS) -
O Tribunal Distrital de Varsóvia aprovou nesta quarta-feira a extradição para a Ucrânia do arqueólogo russo Alexander Butiaguin, apesar das críticas de Moscou contra sua detenção, ocorrida no final de 2025 a pedido de Kiev e considerada “arbitrária” e “absurda”.
A equipe jurídica de Butiaguin indicou que, finalmente, o tribunal “não encontrou indícios suficientes que sustentem a posição da defesa sobre seu envolvimento” em escavações “ilegais” na península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, segundo informações coletadas pela agência de notícias polonesa PAP.
O Ministério Público ucraniano o acusa de “destruir de forma ilegal, parcial e deliberada um complexo arqueológico em Kerch”, na Crimeia, onde os prejuízos chegariam a 200 milhões de grivnas (cerca de 4 milhões de euros).
Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia criticou a decisão judicial, afirmando que ela “carece de fundamento jurídico”. Assim, alertou que se trata de um “processo político” e afirmou que tentará conseguir sua repatriação para território russo. “A decisão do tribunal polonês é provisória, há uma semana para recorrer, e solicitaremos o rápido retorno de Alexander Butiaguin à sua pátria”, assegurou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zajarova.
O porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, já havia acusado a Polônia em dezembro de deter “arbitrariamente” Butiagin e reivindicou que Moscou “exigirá o respeito e a proteção do cidadão russo por meio dos canais diplomáticos existentes” com o objetivo de conseguir sua libertação.
As escavações russas na Crimeia, que foi anexada por Moscou em 2014 — sem que a comunidade internacional tenha reconhecido essa medida —, têm gerado polêmica em várias ocasiões. Kiev acusa arqueólogos russos de realizar saques e escavações não autorizadas em sítios históricos que considera ocupados pela Rússia.
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